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MANAUS – A banda amazonense Critical Age completa, nesta semana, 20 anos de especial “Legião Urbana”, em Manaus. O grupo irá realizar nesta quinta-feira, 29, um show excepcional com a primeira formação do grupo. O espetáculo será realizado na casa de show Porão do Alemão, na avenida Coronel Jorge Teixeira, São Jorge, na zona Oeste da capital.

A banda foi fundada em outubro de 2001 com os irmãos músicos Arlley Souza (vocal e violão) e Arisson Souza (vocalista), junto com Efrem Eluard (baixista), Marcus Cavalcante (baterista) e Janderson Souza (guitarrista), que ficaram juntos no grupo por cerca de dez anos. Hoje, além de Arlley e Arisson, são integrantes da banda o guitarrista Ciro Tasso, o baixista João Almeida e a baterista Mixiko.

“É uma felicidade gigantesca para a gente conseguir reunir essa galera para fazer um show especial, comemorando esses 20 anos de especial do Legião Urbana que a gente sempre fez, com muito orgulho e muito prazer. A gente sempre se tratou como família, como irmãos e uma amizade sincera. Por conta das dificuldades da vida, trabalho, não conseguíamos nos encontrar e agora teremos esse show memorável”, destacou o vocalista Arlley Souza.

Nova formação da banda, em 2021 (Divulgação)

Nesta terça-feira, 27, o vocalista Arlley Souza lembrou à CENARIUM sobre a trajetória de 20 anos da banda e da dificuldade de entrar para o então escasso cenário musical do rock na capital amazonense, em meados de 2001. Segundo ele, o desafio da Critical Age era conseguir manter a carreira para consolidar o trabalho e ganhar cada vez mais espaço no mundo da música.

“A nossa ideia era fazer uma coisa diferente desde a concepção do nome da banda. A Critical Age significa idade crítica; era crítica; tempo crítico. E a gente queria um nome em inglês porque a nossa ideia inicial era que a banda só tocasse músicas em inglês, das bandas que a gente tinha como influência, como os Beatles, U2, Red Hot [Chili Peppers], Pearl Jam, Metallica”, lembrou Arlley Souza.

A paixão por música nacional

Com o passar do tempo e dos shows feitos pela Critical Age, e a pedidos dos fãs durante as apresentações musicais, a banda mudou o próprio objetivo e também começou a tocar músicas nacionais. “A ideia caiu por terra logo nos primeiros anos, porque as pessoas pediam muito rock nacional dos anos 1980 e 1990, que era uma coisa que agente era apaixonado. Já no primeiro ano [de banda], a gente começou a tocar Legião Urbana”, contou o músico.

A paixão por música nacional surgiu ainda na infância dos irmãos Souza, lembra o Arlley. Ele e Arisson, por conta da influência do irmão mais velho, passavam horas ouvindo os discos de vinis de Legião Urbana quando crianças. A banda começou com a ‘pegada’ internacional mas, em pouco tempo, já tocava música nacional. O nome ‘Critical Age’, no entanto, permaneceu. Arlley conta que, por ser um nome difícil de aprender e a falar, era uma forma de estímulo para que as pessoas se interessassem sobre o grupo e buscarem conhecer a banda.

“Nos primeiros quatro, cinco anos, foram bem complicados. A gente tinha dificuldade de segurar as pessoas para acreditar no nosso projeto, mas a gente persistiu. Pagávamos para tocar, porque eram poucos os lugares que abriam, então fazíamos muito aniversário e algumas casas que chamavam a gente no interior. Foi em junho de 2005 quando a gente conseguiu, finalmente, tocar num bar que já era uma referência do rock aqui em Manaus: o Porão do Alemão”, salientou Arlley.

Preconceitos

Tocando todas as sextas-feiras no bar desde a época, o estabelecimento passou a ter o melhor rendimento com os shows da Critical Age, tanto em bilheteria e como em consumo, lembra Arlley. Segundo ele, no princípio, eles chegaram a sofrer preconceito por serem uma banda de rock e das pessoas rotularem os roqueiros como viciados em drogas ou “malucos”.

“Criamos uma identidade muito forte com o porão e uma parceria longínqua. Crescemos junto com o bar e, por conta disso, desmitificando o preconceito com o rock, pois a gente acabava sofrendo muito no passado, hoje não mais, com relação a acharem rockeiro maluco, drogado, vários rótulos. E a gente quebrou esses paradigmas, preconceitos. Muita gente que falava mal antes, hoje está lá e está nos aplaudindo”, destacou.

Hoje, a banda tem no currículo a realização em quase todas as cidades do Amazonas. Segundo Arlley, a Critical Age também tem o orgulho de ter feito a abertura de shows de bandas nacionais e até internacionais, como a banda alemã Scorpions, que se apresentou no Sambódromo, em Manaus, em 2008.

Pandemia

Por conta da pandemia, assim como inúmeros artistas e bandas de todo o mundo, a Critical Age também não pôde realizar shows presenciais durante o período de restrições ao funcionamento de casas de shows. Arlley Souza lembra que a banda só conseguiu realizar eventos solidários por meio de lives, mesmo com pouco apoio de investidores ou do poder público.

“O período da pandemia foi terrível para todo mundo, em especial, para a nossa classe de artista, músicos. Acredito que foi uma das áreas mais afetadas, porque a gente ficou realmente sem poder fazer absolutamente nada. E a gente foi se segurando como podia, fazendo lives. A Critical Age fez muita live solidária e acabou que, a gente não conseguiu, durante um bom tempo, ter nada que pudesse trazer alguma renda por meio da música. Eu sabia que seria difícil. Não tivemos muito apoio, mas acredito que poderia ter mais incentivo”, destacou o vocalista da banda.