Fundação Padre Anchieta

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Priscilla Peixoto – Da Cenarium

MANAUS – Na semana em que é celebrada o Dia do Combate Nacional ao Estresse, os cuidados com a saúde mental novamente entram em pauta. Em tempos de pandemia, além de outros fatores do cotidiano que intensificam gatilhos e despertam o estresse e a ansiedade, é necessário acender um alerta e redobrar a atenção voltada à mente. Um especialista explica, nesta sexta-feira, 24, métodos que podem auxiliar no alívio da tensão cotidiana.

De acordo com o massoterapeuta holístico credenciado pela Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos (Abrath), Gustav Cervinka, é possível recorrer a algumas técnicas que são efetivas. “Respirar conscientemente é prestar atenção à própria respiração, um recurso de rápido acesso, mas requer vontade e foco. Voltar-se para a respiração não precisa ser encarada como uma atividade árdua”, ensina o terapeuta garantido que a técnica surte bons efeitos.

“Tem pessoas que não estão acostumadas a perceber a própria respiração ao longo do dia, porque suas preocupações são inúmeras. Garanto que se reservar 30 segundos para conseguir respirar de forma mais fluida e consciente, já irão fazer alguma diferença durante o dia”, explica o especialista.

A respiração é dos principais aliados para aliviar o estresse (Reprodução/Internet)

“Caminhar, e se possível contemplar a paisagem ao redor, partir para alimentação mais consciente (não precisa deixar de ser prazerosa, mas evitar excessos) são métodos que aliados ao tempo fazem com que o próprio olhar da pessoa perante às dificuldades tenha tendência a mudar, alcançando maior tolerância e favorecendo resoluções mais assertivas, além de reduzir drasticamente os riscos de frustrações. Viver o momento presente é urgente. Afinal, é o que de fato existe, o agora” ressalta Cervinka.

Sobre o estresse

Considerado uma epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse é uma defesa natural do organismo, que ocorre em situações de perigo, ameaça, mudança ou instabilidade. Qualquer pessoa está suscetível ao estresse. O que muda é a frequência e a intensidade dos sintomas, podendo afetar o emocional e dependendo do grau, pode necessitar de tratamento médico.

A manifestação do estresse pode acontecer após um acidente traumático, além de rompimentos amorosos, morte ou simplesmente por conta da vida cotidiana agitada. Bem como o excesso de responsabilidades e um ambiente de trabalho ruim. Dentre os sintomas estão:

Irritabilidade excessiva
Falta de concentração
Ansiedade
Desorganização
Incapacidade de relaxar
Alterações de humor
Disfunção sexual
Dores musculares
Dor de cabeça
Fadiga

Dependendo da intensidade, há aqueles que conseguem melhorar ou se livrar deste mal apenas com a mudança do estilo de vida e adotando, inclusive, as dicas do especialista acima. Mas vale ressaltar que há quadros mais graves que necessitam de acompanhamento médico.

Dados preocupantes

De acordo com a OMS, cerca de 90% da população mundial sofre com o mal do estresse e, segundo um estudo realizado em 2017, pela Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse Brasil (Isma-BR), o Brasil está incluso na lista dos países com maior índice de estresse do mundo, atingindo 70% da população ativa que de alguma forma já apresentou ou não  sintomas de estresse.

O Centro Psicológico de Controle do Stress (IPCS) apontou que, em 2020, 60% das pessoas sofreram de estresse durante a pandemia; outras 57,5% se mostraram mais ansiosas e 26% desenvolveram quadros de depressão.

Para a psicóloga clínica especializada em saúde mental Carolina Peixoto, pensar sobre o estresse emocional é, antes de tudo, entender que esta é uma condição multifatorial, ou seja, depende de contextos biopsicossociais. Isso significa que de forma ampla é preciso entender que os humanos são um corpo inseparável, de uma existência psíquica e que vivem em um contexto familiar, profissional, político e econômico.

A psicóloga ressalta que, além da pandemia, as ferramentas tecnológicas contribuíram para a presença massiva do estresse. “Em um clique, o mundo colocou o ser humano no ritmo acelerado da internet. Se antes a questão era apenas conciliar ritmos intensos de trabalho com uma vida pessoal, no âmbito do isolamento social, o trabalho foi levado para os momentos que antes eram espaços de lazer. Agora, a todo momento, vai chegar o link da reunião ou o WhatsApp do seu chefe”, pontua.

A psicóloga alerta para os sinais emitidos pelo próprio corpo, dando indicações que pausas são importantes. “Corremos o tempo todo pra resolver os prazos de trabalho que só paramos quando o corpo não aguenta e padece. Aí vem o estresse. O que precisamos é desacelerar, sentir novamente o corpo e dar espaço para que criemos vínculos significativos, pois essa sensação gera confiança e segurança. As terapias possíveis vão desde a inclusão na rotina de momentos para meditação e yoga, passando pela escrita terapêutica, dança, teatro e musica”, finaliza a especialista.