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Victória Sales – Da Cenarium

MANAUS – A Amazônia Legal registrou, em setembro de 2021, mais de 980 km² de desmatamento. O número é considerado maior que o mesmo período no ano anterior, quando registrou 964,45 km², e também o segundo maior, nesse período, na história do monitoramento. Em conversa exclusiva à CENARIUM, o ambientalista Carlos Durigan afirma que falta um programa de restauração para as áreas degradadas.

Durigan relembra a criação e instalação do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), experiência recente que teve com prevenção e controle do desmatamento. “Ele foi criado em 2004 e foi ativo durante muitos anos, justamente no período onde esteve mais ativo, até 2012, e depois disso foi sendo enfraquecido”, destacou.

Desmatamento florestal próximo à rodovia BR-319, em junho de 2021 (Brenno Carvalho/Agência O Globo)

“Atualmente, ele está totalmente abandonado. Por mim, nunca deveria ter sido enfraquecido, pelo contrário, deveria ser um programa ativo, que norteasse as ações de governos federal, estadual e municipal, trabalhando juntos em um programa centralizado. O governo federal tem a prerrogativa de estabelecer uma iniciativa, para implementações de prevenções, ações de controle e fiscalização”, ressalta Carlos Durigan.

O ambientalista destaca ainda que é preciso um programa de restauração para esse combate. “Nós já chegamos a um ponto em que muitas regiões da Amazônia precisam ser restauradas. Nós temos muitos municípios, inclusive do Amazonas, com um déficit de cobertura florestal. Muitas propriedades precisam ter suas reservas legais instituídas, conservadas e restauradas”, destacou.

Dados

Os dados foram disponibilizados pela plataforma Terra Brasilis, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que reúne alertas e monitora o desmatamento na Amazônia desde 2015. De acordo com os dados divulgados, 2021 já registra um total de 7.010,52 km² de área desmatada. Entre janeiro e setembro, os anos de 2020 e 2019 registraram uma área desmatada maior da Amazônia Legal, com 7.063,14 km² e 7.869,73 km², respectivamente.

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Em 2021, o número ultrapassou o registrado para o mesmo período em 2018, com 4.081,22 km², em 2017, com 2.470,18 km² e 2016, com 4.898,54 km². Julho foi o mês que registrou maior número de desmatamento na Amazônia neste ano, com 1.497,93 km². Mas, em agosto, o número diminuiu para 918,24 km². Em setembro, esse número voltou a crescer, apresentando aumento de 7,23% neste ano.