Fundação Padre Anchieta

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MANAUS – Estrutura precária, carteiras quebradas e chão de barro são alguns dos problemas pontuados por profissionais que atuam na Escola Estadual Indígena Joaquim Jones José Ingaricó, na Comunidade Serra Do Sol, município de Uiramutã, em Roraima. Em conversa com a CENARIUM, profissionais da educação, que preferiram não se identificar, relataram algumas das necessidades urgentes da unidade de ensino e dos estudantes da comunidade.

De acordo com professores, a escola de barro foi construída pelos moradores da região, porém, a gestão ficou sob responsabilidade do governo estadual, que ainda não entregou uma sede padrão para os alunos do local. “Não é uma denúncia, mas um pedido e uma tentativa de chamar atenção para que o governo do Estado olhe para este âmbito social e educacional”, disse um dos profissionais.

Além da melhoria estrutural, o local precisa também de ventiladores e carteiras novas e adequadas para acomodar os alunos, garantindo, ao menos, um ambiente mais “confortável” para cerca de 180 crianças que estudam na escola. As carteiras, inclusive, são reutilizadas e foram levadas de um outro lugar para a comunidade.

As carteiras utilizadas pelos alunos estão danificadas (Reprodução/Arquivo Pessoal)

“A escola é de chão batido, agora que conseguimos colocar algumas telhas. As cadeiras que lá estão chegaram há cerca de quatro anos de uma comunidade chamada Água Fria, distante 73 quilômetros de lá, e foram levadas pelos moradores e alunos. Cada um levou o móvel na cabeça para garantir os assentos e hoje estão todas danificadas”, relembra o profissional à CENARIUM.

Outros problemas

Outros fatores que prejudicam a aprendizagem e o rendimento escolar são a falta de merenda escolar, a falta de materiais didáticos adequados e a distância que parte dos alunos enfrentam para chegar até a unidade de ensino, uma vez que a escola fica localizada em uma região de difícil acesso da comunidade. De acordo com os educadores, não há canoas em quantidade suficientes para os alunos que necessitam atravessar o rio para garantir algumas horas de estudo.

“A gente sabe que o governo do Estado recebe, por aluno indígena, o dobro do que por aluno da capital e do município custam. Esse conhecimento é repassado durante as assembleias, de que o Fundeb passa um valor em dobro pela dificuldade que é levar esse material didático para estes locais e o que parece é que não está chegando”, reclama um dos educadores.

A Escola Estadual Indígena Joaquim Jones José Ingaricó (Reprodução/Arquivo Pessoal)

Posicionamento

Procurada pela CENARIUM sobre as reclamações e para saber se tomaria alguma medida para melhorar a estrutura da escola, a Secretaria de Educação e Desporto (SEED) informou, por meio de nota, que o governo do Estado de Roraima está em busca de recursos para a revitalização das escolas indígenas.

“A Secretaria de Educação e Desporto informa que o governo do Estado está buscando recursos para a revitalização das escolas indígenas, com recursos próprios e de emenda parlamentar. E a Escola Estadual Indígena Joaquim Jones José Ingarikó, localizada na Comunidade Indígena Serra do Sol, será contemplada”, diz o documento.

Sobre não ter um prédio próprio e adequado para os 179 estudantes do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA), a secretaria disse ainda que “a gestão está trabalhando para mudar essa realidade”.