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Malu Dacio – Da Revista Cenarium

MANAUS — A Fundação Bienal de São Paulo divulgou na tarde desta segunda-feira, 14, uma nota de pesar pelo falecimento do poeta da floresta Thiago de Mello e desejou que as palavras do mesmo “continuem a ecoar em nossos cantos”. No texto, a fundação lamenta profundamente o falecimento de Thiago de Mello e solidariza-se com seus familiares e amigos.

A nota destaca que foi um de seus versos mais famosos que intitulou a 34ª Bienal de São Paulo — ‘Faz escuro mas eu canto’. O verso apareceu pela primeira vez no poema ‘Madrugada Camponesa’, escrito entre os anos de 1962 e 1963, com um tom de esperança por reformas progressistas que se colocavam no horizonte, mas publicado somente em 1965, após o golpe militar, quando o contexto lhe conferia outro sentido.

“Ele reapareceu no ano seguinte, como título de uma canção de Nara Leão, mas talvez sua presença mais significativa tenha se dado fora dos olhos do público: em 1968, Thiago de Mello foi preso e conta que encontrou, na parede da estreita cela, suas próprias palavras rabiscadas pelo preso anterior: “Faz escuro mas eu canto / porque a manhã vai chegar” — um sussurro de resistência, esperança e comunidade”, diz a nota.

A nota finaliza dizendo que conforme mudava o mundo, transformavam-se também as leituras desse verso. “Mais de 50 anos depois, esse enunciado poético encontrou novas reverberações no contexto atual e na própria 34ª Bienal, demonstrando a força e a potência da poesia e do canto. Por meio das palavras de Thiago
de Mello, a Bienal pôde reconhecer em seu título, sua forma de comunicação mais imediata, o estado de angústia do mundo contemporâneo enquanto realçou a possibilidade de existência da arte como um gesto de resiliência e esperança”, disse.

Personalidades homenageiam o poeta da floresta

Figuras públicas prestaram condolências a Thiago de Mello. O amazonense estava entre os assuntos mais comentados no Twitter, durante parte da manhã. Maria Gadu, o político Randolfe Rodrigues (Rede), Omar Aziz (PSD), o jornalista Mário Adolfo Filho, Jandira Feghali e o escritor Tenório Telles foram alguns que, pelas redes sociais, homenagearam o poeta da floresta.

Perda da literatura brasileira

O poeta amazonense Thiago de Mello morreu na manhã desta sexta-feira, 14, aos 95 anos. Thiago era um dos maiores poetas vivos no Brasil. A informação foi confirmada pelo escritor e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Sérgio Freire.

A causa da morte ainda não foi confirmada pela família. Thiago de Mello sofria de alzheimer.

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