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Bruno Pacheco — Da Revista Cenarium

MANAUS — Após reportagem da REVISTA CENARIUM mostrar que a construção de uma obra na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) desmatou a maior reserva florestal da cidade e tem ameaçado animais como o sauim-de-coleira, a instituição se posicionou, pela primeira vez, nessa quarta-feira, 25, sobre o caso. Por meio da Comissão Permanente Ambiental, a Ufam decidiu retomar as atividades para acompanhar os serviços e falou em reduzir impactos ambientais.

A medida foi tomada na última segunda-feira, 23, mas foi somente divulgada nessa quarta-feira, 25, em um texto no site da Ufam. As obras são para construção do prédio da Faculdade de Odontologia (FAO), no setor Sul da universidade. Segundo a instituição, a ideia inicial é melhorar os processos integrados de construção de edifícios, atuar em diferentes frentes ambientais dentro da universidade, além de diminuir os efeitos contra o meio ambiente.

A nota destaca que o prédio vai “oferecer melhores condições de estudo e trabalho para a comunidade acadêmica e a retomada da Comissão Permanente Ambiental traz conscientização ambiental e sustentabilidade ao processo de modernização da universidade”. Membros da Administração Superior, representantes da academia e membros externos, ligados à comunidade do entorno da Ufam, farão parte da comissão.

“É de interesse da Administração Superior a adoção de uma visão sistemática e holística aos processos que envolvem decisões referentes ao Meio Ambiente dentro da Ufam. A Comissão nos dará este suporte”, enfatizou Therezinha Fraxe, vice-reitora da Ufam.

Obras na Universidade

De acordo com a universidade, a obra da Faculdade de Odontologia tem Licença Ambiental Única (LAU), emitida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), e está prevista no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI/Ufam). Segundo o prefeito do Campus Universitário, engenheiro Milton Oliveira, a FAO ficará alinhada ao prédio da Faculdade de Ciências Agrárias 2 e ao Bloco da Farmácia.

“Para isso, a via que, atualmente, apresenta uma curva acentuada, deverá ser reta para atender às recomendações do Corpo de Bombeiros. As adequações sugeridas incluem, ainda, mudanças nas paradas de ônibus. Desta forma, a supressão vegetal foi necessária para atender as alterações de via”, explicou Oliveira, no texto.

Ainda segundo Oliveira, a FAO terá quatro pavimentos, medindo 4.454m² de área construída. “A Ufam, em suas construções, optou por fazer a verticalização para que a área verde não fosse invadida. As edificações serão feitas a partir da demolição de blocos térreos para a construção de blocos de quatro pavimentos de forma que a gente ganhe área”, continuou.

Ambientalistas criticam

Na última sexta-feira, 20, a reportagem da CENARIUM esteve na universidade e constatou o cenário de desmatamento. A obra está orçada no valor de mais de R$ 13 milhões, é realizada pela empresa de construções Tecon e ocorre onde ficam localizados outros blocos destinados a áreas da saúde e ciências biológicas, que abrigam cursos como Educação, Fisioterapia e Zootecnia.

A obra na Ufam foi criticada por ambientalistas, que destacaram que a derrubada de árvores centenárias para a construção do bloco da Faculdade de Odontologia (FAO) é “triste e violenta”, sendo um risco a animais ameaçados de extinção. Além disso, biólogos da instituição afirmaram à CENARIUM que não sabiam do processo de construção do prédio e foram “pegos de surpresa”.

Clique aqui para ler o texto da Ufam sobre as obras do prédio.