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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS — O terceiro dia do festival “Águas que me Tocam”, exibido de forma online, às sextas-feiras, a partir das 20h, no YouTube, vai abordar a relação do rio e da dança nas obras produzidas pelos convidados: a bailarina Edcléia Jucá e o diretor e dramaturgo Fabiano Barros. Idealizado e apresentado por Juraci Júnior, o episódio terá como tema “O Rio que se Move em Mim”.

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“As águas são essenciais para a vida humana, assim como nossas relações, nossos afetos e nossa partilha. Trazer os rios como fonte principal de inspiração dentro do festival é perceber a criação e transpiração de tantos artistas amazônicos, que influenciados pelo cotidiano dos centros urbanos ou territórios ribeirinhos e criam obras artísticas riquíssimas”, destacou o apresentador.

Festival é produto cultural regional da Casa do Rio Filmes (Divulgação)

O evento multiartístico é produto cultural regional da Casa do Rio Filmes, contemplado pelo Edital nº 32/2021/Sejucel-Codec – 2ª Edição Pacaás Novos – Prêmio para Difusão de Festivais Mostras e Feiras Artísticos-Culturais. Lei 14.017/2020 da Lei Aldir Blanc. A iniciativa contempla obras em diversas linguagens artísticas, utilizando como pano de fundo a relação das pessoas, das artes e da cidade com o rio. No total, serão cinco episódios, com exibição sempre às sextas-feiras.

“Nosso festival propõe um diálogo sobre essa diversidade de linguagem e dá lugar de destaque a esses criadores, que tanto defendem e lutam pela preservação da memória, do saber popular e também pela manutenção do meio ambiente. A vivência de cada um possibilitou a criação de várias obras artísticas, sobre nós mesmos, e ver tudo integrado ao nosso festival é uma oportunidade de acompanharmos um pouco da trajetória dos nossos artistas na cidade”, salientou Juraci Júnior.

‘O Rio que se Move em Mim’

O terceiro episódio do festival conta com a exibição do vídeo-performance-dança “O Rio que se Move em Mim”, criado por Edcléia para o evento, resultado de uma pesquisa da bailarina sobre os corpos dançantes amazônicos. Distanciada do balé clássico, cuja artista tem formação, Edcléia Jucá faz uma imersão na região com a produção do curta.

“Ela faz um mergulho na experiência de ser uma mulher amazônida, com um corpo que extrapola o senso comum de um patrão e traz para a cena a liberdade da mulher que dança. É uma pesquisa interessante sobre as múltiplas possibilidades da arte, atravessadas pelo fluxo das águas e que a fizeram refletir sobre sua própria identidade cabocla. Assim, ela apresenta no festival uma vídeo-performance-dança chamada ‘O Rio que se move em mim’”, frisou Juraci.

‘O Rio que se Move em Mim’ é o tema do terceiro episódio do festival (Divulgação)

D’Água e Lama

Com experiência nos palcos teatrais, o dramaturgo e diretor Fabiano Barros apresenta no festival o espetáculo “D´Água e Lama”, coreografado por Gilca Lobo, e que também nasce de pesquisa fotográfica em comunidades à beira do Rio Madeira, em Rondônia, e transportada para a linguagem da dança.

“As duas obras serão apresentadas dentro do terceiro episódio do Festival e trago os dois convidados para um bate-papo sobre as iniciativas”, reforçou Juraci.

O festival

O evento é realizado desde 13 de maio, no YouTube. O primeiro episódio ‘O Rio e a Música‘ apresentou ao público um show musical do compositor e intérprete Bado, com um repertório composto por músicas que têm as águas como inspiração.

O segundo episódio ‘O Rio e as Memórias‘ exibiu os curta-metragens ‘Quimera’ e ‘Sinfonia para Teotônio’, obras audiovisuais que abordam as memórias, histórias e amores, tendo como convidados o dramaturgo e diretor Tarcísio Lara Puiati e Joesér Alvarez, do Coletivo Madeirista.