Fundação Padre Anchieta

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.

CENTRO PAULISTA DE RÁDIO E TV EDUCATIVAS

Rua Cenno Sbrighi, 378 - Caixa Postal 66.028 CEP 05036-900
São Paulo/SP - Tel: (11) 2182.3000

Televisão

Rádio

André Leocádio – Da Revista Cenarium

MANAUS – Após a informação divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) sobre o primeiro caso suspeito da varíola dos macacos no Estado, autoridades de saúde estão em sinal de alerta. De acordo com o infectologista Felipe Naveca, não existe um tratamento específico da doença e não há risco de morte.

“A varíola do macaco ou monkeypox tem um nível de transmissão preocupante, bem-parecido com a Covid-19. Infelizmente, não existe um tratamento específico, trata-se os sintomas para a melhora do paciente. A vacinação para a varíola humana pode ajudar, mas só é recomendada em casos específicos e é muito rara a chance de evoluir para óbito”, explica o infectologista.

A doença tem um risco alto de proliferação por ser viral. Contato direto com as feridas, crostas ou fluidos corporais, secreções respiratórias como beijo, por exemplo, aumentam o risco de infecção. É preciso também cuidado com roupas de pessoas doentes.

“O que aconselhamos para a comunidade em geral é que as medidas adotadas contra a Covid-19 podem ajudar, como isolamente social, uso de máscaras e a higiene constante das mãos”, acrescenta Naveca.

A doença é transmitida por vírus e tem sintomas parecidos com a tradicional catapora, com bolhas e erupções no corpo, febre, inchaço dos gânglios, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, calafrios e exaustão.

Felipe Naveca, virologista da Fiocruz/AM (Divulgação/Acervo Pessoal)

Primeiro caso suspeito

A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) está investigando o primeiro caso suspeito da doença no Amazonas. Trata-se de um jovem em Manaus, sem comorbidades, que teve contato com turistas da Europa.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) emitiu uma nota com orientações repassadas para as Comissões de Controle de Infecção em Serviços de Saúde (CCIH) e Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) do Amazonas para preparar as unidades de saúde para uma resposta rápida na notificação de possíveis casos suspeitos ou confirmados. Eles informaram, ainda, que monitoramento e rastreio da varíola vai ser intensificado no Estado e que o caso em investigação deve continuar em isolamento social.

Leia também: Amazonas tem primeiro caso suspeito de ‘varíola do macaco’; material do paciente foi coletado e é investigado

Casos confirmados

Ao todo, o Brasil registrou 48 casos confirmados do vírus monkeypox até essa sexta-feira, 1°, segundo o Ministério da Saúde. Apenas no Estado de São Paulo, já há 36 registros. No Rio de Janeiro, são oito pessoas com a varíola do macaco. Além deles, registram casos também: Rio Grande do Sul (2), Minas Gerais (1) e Ceará (1).

O Ministério da Saúde também monitora outros 47 casos suspeitos no Sul e Sudeste, além de possíveis infecções no Acre; Mato Grosso do Sul; Goiás; Distrito Federal; Ceará e Rio Grande do Norte. O caso no Estado do Amazonas deve ser incluído ainda neste sábado, 2, na lista da pasta.

Entre os casos confirmados, todos são homens, segundo o Ministério da Saúde. Entre as possíveis infecções, 33 são do sexo masculino e 14 do sexo feminino. A pasta informou que 58 notificações foram descartadas desde o início do monitoramento.