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Justin Timberlake, sucesso dos anos 2000, encerrou com propriedade a 12ª edição do festival Lollapalooza Brasil na noite deste domingo (30). Com muitos sucessos e poucas novidades, ele retorna ao país em um momento em que sua carreira e vida pessoal sofrem com polêmicas.

Antes de entrar no palco, a performance já tinha sofrido um desgaste com os brasileiros. O cantor não permitiu a transmissão da apresentação pela TV Globo e Multishow, o que gerou revolta e decepção nas redes sociais.

No entanto, assim que Justin pisou os pés no palco e iniciou a apresentação com “Mirrors”, a plateia esqueceu dos arranhões em sua imagem pública e entrou em êxtase. Já na primeira música ficou visível que ele faria um show digno de headliner do Lollapalooza.

No show, o cantor explorou seus hits dos anos 2000, como ‘Cry Me a River’, "Sexy Ladies", "Senõrita" e "Summer Love". A grande novidade de todos esses grandes sucessos foram os novos arranjos montados pela sua banda, a Tennessee Kids, que inclusive é um dos pontos mais altos de todo o concerto.

“My Love”, por exemplo, foi uma das mais cantadas pelo público com uma nova versão mais eletrônica.

Justin esbanjou carisma e logo no início se emocionou com o público brasileiro. Ele repetiu o que os outros nomes de peso que tocaram no festival disseram, que “não tem outro lugar como o Brasil” para tocar.

O cantor se caracterizou especialmente para o show daqui. A calça amarela e bandeira do Brasil pendura durante toda a apresentação mostraram o carinho que ele tem pelo seus seguidores. Ovacionado, Justin se emocionou com toda demonstração de afeto da plateia paulista. Ainda nas primeiras músicas, ele desceu do palco e assinou um cartaz de uma fã.

Justin Timberlake se reafirma como ícone pop. Munido de coreografias, hits na ponta da língua e versatilidade, o público vibrou com todas as canções, mesmo as do novo disco, que ainda não são tão conhecidas, como "No Angels", "Play" e "Selfish". 

Ele ainda conseguiu entregar um momento acústico marcante com “Selfish” e "What Goes Around.../...Comes Around", um dos maiores sucessos de sua carreira. 

Mas o Lollapalooza foi à loucura mesmo na parte final do show, quando o DJ e o astro americano embalaram uma sequência de canções conhecidas e amadas pelos brasileiros. Ele tocou um medley com “4 Minutos”, “Give It to Me”, “Ayo Technology” e "Chop Me Up".

Para deixar a plateia ainda mais enlouquecida, ele seguiu com “Sexyback”. Na performance, ele dançou e manteve a batida tradicional da música.

Em sua apresentação, o artista mostrou que consegue se afastar da polêmica e entregar performance de qualidade repleta de energia, assim como um grande nome do gênero deve fazer. Ele exibiu bons passos de dança, giros e até rebolou em alguns momentos, tudo isso sem perder o bom vocal característico de sua carreira.

No fim, os fãs ficaram com um gostinho de 'quero mais' e torcendo para uma volta em breve de Timberlake.  

Veja setlist: 


A performance no Brasil quase faz parte da ‘The Forget Tomorrow World Tour’, quase porque o show no Lollapalooza não contou com o grande cenário exibido nos Estados Unidos, por exemplo, como a grande estrutura em LED e a plataforma que faz o cantor ‘flutuar’ sobre a plateia.

O astro pop voltou ao Brasil após oito anos, a última passagem também aconteceu em um festival, no Rock in Rio, em 2017. Essa foi a primeira apresentação de Timberlake em São Paulo.

O artista também esteve por aqui em 2013 e 2017, também para o Rock in Rio. O norte-americano marcou presença no festival carioca pela primeira vez em 2001, junto com sua então boyband N’Sync. A banda foi uma das atrações principais daquele ano.

A vinda ao Brasil ocorre quando Justin sofre com um desgaste em sua vida pessoal. Em julho do ano passado, ele foi preso após dirigir embriagado nos Estados Unidos. À época, a polícia local chegou até a divulgar uma foto dele na delegacia.

Na ocasião, o artista se declarou culpado por "dirigir com a capacidade prejudicada". Com isso, a acusação de embriaguez ao volante foi retirada.

Mas não apenas a prisão marca as polêmicas do astro. Britney Spears revelou em sua biografia "A Mulher em Mim", divulgada em 2023, que fez um aborto porque Justin Timberlake 'não queria ser pai'. Os dois tiveram um relacionamento conturbado entre 1999 e 2002.

A fama dele começou com participações Disney e pela explosão da banda N'SYNC. Na virada dos anos 90 para 2000, ele ganhou ainda mais destaque quando iniciou o relacionamento com Britney Spears. Naquele período, Spears era vista como a princesinha do pop e estava no auge de sua carreira

Justin, por sua vez, consolidou seu nome no mercado quando lançou o álbum FutureSex/LoveSounds, em 2006. O disco é completo de hits, como “Sexyback”, “My Love”, “What Goes Around…/…Comes Around”, “Sexy Ladies” e “Summer Love”. Com isso, ele se manteve como uma das grandes referências da música pop por muitos anos.

Depois de um álbum com tantos sucessos, repetir a dose parecia uma tarefa difícil, mas Justin ainda conseguiu bons resultados com "The 20/20 Experience”, de 2013.

Canções como “Mirrors”, o feat "Suit & Tie", com Jay Z, por exemplo, bombaram em uma época em que os streamings e as redes sociais ainda não produziram tanto impacto sobre os hits de um artista.

Com o passar do tempo, Justin se apoiou em seus hits e lançou trabalhos de pouco impacto, como o “Man Of The Woods", de 2018. A música mais marcante é "Say Something (feat. Chris Stapleton), mas muita pouca coisa além disso.

Ele teve, claro, um lampejo dois anos antes quando “CAN’T STOP THE FEELING!” foi lançada como trilha sonora do filme infantil “Trolls”. A canção explodiu nas rádios e é conhecida até hoje.

O seu último disco de estúdio estreou ano passado. Intitulado como “Everything I Thought It Was”, o álbum tem músicas como “Selfish” e “Paradise”, com *N'SYNC.