O Arena dos Saberes desta quinta-feira (2) recebe Esmir Filho, diretor do filme "Homem com H", que retrata a história do cantor Ney Matogrosso nas telonas, e a atriz Lilia Cabral, atualmente em cartaz com a peça "A Lista". Apresentado por Gabriel Chalita, o programa vai ao ar às 20h, na TV Cultura.
No programa, a convidada compartilha a importância da televisão para aprender como atuar com sinceridade e, assim, se conectar com as pessoas não apenas pelo texto, mas pelo olhar e comportamento. Fernando Torres, com quem a atriz contracenou em Laços de Família, foi um dos artistas essenciais para essa “virada de chave” na forma de interpretar.
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“Ele fez 25 capítulos, mas era como se eu tivesse vivido com ele três anos, todos os dias tendo aula. Às vezes, ele nem falava comigo, só olhava, eu já sabia que estava ruim. Exatamente por isso, pela simplicidade, pela verdade, ele fazia tudo muito simples. E eu fui observando aquilo e eu falei assim: 'é disso que eu preciso'”, conta a atriz.

A origem da peça "A Lista" também é tema na atração da TV Cultura. Durante a pandemia, Giulia Bertolli, sua filha e parceira de palco no espetáculo, levou o projeto do dramaturgo Gustavo Pinheiro — que visava ajudar as pessoas que são dos bastidores do teatro naquele momento — para a mãe, que não hesitou em aceitar: “Eu não titubeei. A intuição falou mais rápido, achei que podia dar certo. O olhar do artista não pode ser só racional, porque isso impede de realizar coisas extraordinárias".
No quadro Terceiro Sinal, a entrevista é com Esmir Filho, diretor, produtor e roteirista de "Homem com H". Ele fala sobre os processos criativos que deram forma ao longa, dedicado a ser um retrato das memórias de Ney Matogrosso, e sobre a construção da narrativa ao lado do artista. Também comenta a escolha de Jesuíta Barbosa para ser o protagonista: "Eu sempre achei que ele exalava o mesmo perfume que o Ney".
Esmir relembra ainda como o cinema nasceu em sua vida. Em meio às histórias que ouvia do pai na infância e o incentivo da mãe psicanalista, a sempre expressar suas emoções, nasceu o desejo de conversar com as pessoas e recriar o mundo através de inquietações. Por isso, acredita que os filmes só ganham sentido quando chegam ao público: “O filme na tela não é mais meu, não é mais de quem fez. Nosso é o processo. O filme é de quem assiste", expõe.
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