O Metrópolis desta terça-feira, 30 de dezembro, presta uma homenagem ao filme “O Agente Secreto”. O longa, que estreou em novembro deste ano, ganhou os holofotes nacionais e internacionais pela história e principalmente pela atuação do protagonista Wagner Moura.
Na trama, Moura interpreta Marcelo, um especialista em tecnologia que retorna à cidade natal durante o carnaval em busca de paz, mas se vê envolvido em segredos e tensões políticas.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o filme já acumulou diversos prêmios internacionais e recebeu três indicações ao Globo de Ouro, uma das premiações mais importantes do cinema norte-americano.
A obra concorre a Melhor Filme de Drama, Melhor Filme de Língua Não Inglesa e Melhor Ator de Drama para Wagner Moura, que se tornou o primeiro brasileiro a concorrer nesta categoria.
Além de Moura, o elenco conta ainda com Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Hermila Guedes, Alice Carvalho, Roberto Diogenes, Isabél Zuaa e o alemão Udo Kier, já conhecido do público por sua participação em ‘Bacurau’.
Para o Metrópolis, Cunha Jr. entrevistou Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho. O diretor contou como o seu filme “Retratos Fantasmas”, de 2023, o ajudou com a escrita de“O Agente Secreto”.
“Sem eu saber, “Retratos Fantasmas” foi uma preparação para “O Agente Secreto”. Eu não tenho um plano de carreira, não planejo o filme que eu vou fazer, em uma estratégia, mas eu fiquei sete anos pesquisando para o Retratos Fantasmas, e ele me deu uma base emotiva para escrever “O Agente Secreto”. Aquele filme se torna um irmão curioso do “Agente Secreto”, os dois têm uma personalidade muito forte”, afirmou.
Além disso, Kleber Mendonça Filho falou sobre as dificuldades do roteiro do longa protagonizado por Wagner Moura.
“Sempre é difícil escrever um roteiro, é um processo longo e cheio de dúvidas. Você se questiona se é isso que você quer fazer. Eu, na verdade, comecei “O Agente Secreto” com outro roteiro, outra história, que eu cheguei a página 40 e não consegui mais desenvolver. Eu decidi jogar tudo fora e recomecei do zero com uma história que se passa em 1977, e esse roteiro eu consegui engatar de uma maneira muito boa”, destacou.
Sobre o Metrópolis
O Metrópolis estreou uma nova fase, em uma proposta dinâmica, conectada e contemporânea. Com isso, voltou a ter 30 minutos de duração para ocupar lugar de destaque na programação, como uma das mais longevas produções da emissora.
O espaço ganhou ainda mais destaque com produções de nomes como Alex Flemming, Carmela Gross, João Carlos Galvão, entre outros. Agora, o programa passa a ser exibido em novo horário, às segundas-feiras, logo após o Roda Viva, às 23h30, e de terça a sexta, às 23h. A apresentação fica por conta de Adriana Couto.
Dentro dessa reformulação, Cunha Jr. conta com um espaço assinado, assumindo uma editoria própria e reforçando a importância do jornalismo cultural feito com relevância e credibilidade. Nesta direção, apresenta um quadro fixo sobre cinema e streaming às quintas-feiras.
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