Neste sábado (29), às 22h, na TV Cultura, a edição do Vitrine investiga como os deepfakes transformam nossa relação com as imagens e com a realidade. Com apresentação de Laíze Câmara, o programa mostra como a IA tornou mais simples fabricar rostos, vozes, gestos e até cenas completas, e como essa transformação atinge a vida cotidiana, a informação e a democracia. Ainda dá para confiar no que vemos?
Com a participação de Cristina Tardáguila, diretora adjunta da International Fact-Checking Network (IFCN) e fundadora da Agência Lupa; da cientista da computação e ativista Nina da Hora; e do consultor de IA e Google AI Builder Paulo Aguiar, o episódio explica o que são deepfakes e mostra como a tecnologia deu uma nova aparência a golpes que já existiam, além dos riscos dessas manipulações para a informação e a credibilidade de figuras públicas.
A discussão avança para a chamada necromancia digital: o uso de fotografias, vídeos, textos e gravações para recriar pessoas que já morreram. Com a participação do criador de conteúdo Matheus Sodré, esta edição percorre questões de memória, consentimento, luto e identidade para perguntar: quem pode autorizar que alguém volte a falar? E onde termina a preservação de um registro e começa a fabricação de uma nova presença?
Nem todo problema, porém, começa com uma imagem falsa. O programa também aborda os óculos inteligentes da Meta, capazes de registrar cenas sem o gesto evidente de apontar uma câmera. A jornalista Maria Prata discute os limites entre exposição e direito à privacidade, além das possibilidades de uso de um acessório que vem provocando polêmica.
O programa aborda também a relação entre arte e tecnologia a partir do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, na FIESP, e da exposição O Mundo Através da IA, no Sesc 24 de Maio, mostrando como códigos, dados, sensores e algoritmos podem se transformar em matéria artística – e provocar reflexões sobre trabalho, recursos naturais, vieses e relações de poder.
Como contraponto, Alex Flemming traz o olhar de quem ainda constrói imagens com o tempo e o gesto da pintura. Entre aquilo que é feito à mão e o que pode ser gerado em segundos, o episódio ainda observa como os emojis ganham sentidos diferentes de uma geração para outra.
Assista ao último programa:
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