Fundação Padre Anchieta

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Reprodução/Facebook/ONU
Reprodução/Facebook/ONU

Criado pela ONU (Organizações das Nações Unidas) em 2012 e com vigência desde 2013, o Dia Internacional da Felicidade é celebrado no dia 20 de março. Inicialmente, a ideia para a data partiu de Butão — um dos países-membros da organização — e responsável pela criação do FIB (Felicidade Interna Bruta), algo como “PIB da Felicidade”.

Para mensurar esse sentimento da população, o governo de lá utiliza critérios como desenvolvimento econômico e sustentável, preservação das tradições, conservação do ambiente e boa governabilidade. Para eles, mais importante do que calcular a riqueza de seu território, é valorizar a felicidade e simplicidade de seus habitantes.

Butão já foi considerado o país mais feliz do mundo, porém, agora, o posto é da Finlândia pelo quarto ano consecutivo. É o que diz o mais novo estudo da ONU com 95 países, promovido anualmente em parceria com a empresa de pesquisas Gallup. O relatório foi divulgado na última sexta-feira (19).

Os quesitos para determinar o ranking das nações mais felizes são: expectativa de vida, liberdade, generosidade, ausência de corrupção, PIB per capita, vida saudável e apoio social. Para a ONU, essas questões são consideradas uma “variedade de medidas de bem-estar subjetivas”.

As oito primeiras posições são dominadas por países europeus e, em seguida, o primeiro fora do continente em questão é a Nova Zelândia, como 9ª colocada.


A lista completa está disponível no site oficial do World Happiness Report.

Brasil

De acordo com o ranking, o Brasil figura no 41º lugar. A queda é de doze posições em relação ao levantamento de 2019 já que, naquele ano, ocupava a 29ª colocação.

Atualmente, falar de felicidade em tempos de tristeza é uma das tarefas mais difíceis, pois um vírus mortal assombrou o mundo e pegou toda a humanidade de surpresa. O medo do desconhecido desafiou a ciência, a medicina e qualquer outra coisa que, hoje, tente conter a Covid-19.

Mais do que nunca, o ser humano foi colocado à prova e levado a refletir sobre a vida e tudo aquilo que considera importante para si e para os outros. Neste caso, a empatia e a sensibilidade ficaram ainda mais importantes e necessárias na sociedade.

Dia após dia, os óbitos aumentam drasticamente, famílias são devastadas pela perda de entes queridos, empresas fecham suas portas, pessoas perdem seus empregos e, em inúmeros casos, a fome e a miséria chegam para entristecer vidas e lares. Por esses e outros motivos, a felicidade torna-se algo relativo nesse momento delicado — pois enquanto uns têm em abundância, outros não possuem nada.

Felicidade em tempos de pandemia

Mauricio Patrocinio, especialista em felicidade e autor do livro “Por que as pessoas não são felizes?”, explica sobre esse cenário em que, há anos, muitos se cobram por serem felizes a todo o momento.

A gente tem uma concepção da felicidade que vem sendo distorcida ao longo das gerações, onde foram sendo colocadas questões materiais e acontecimentos para que a gente fosse feliz. Sempre foi colocado pra nós que a felicidade dependia de algo ou de alguém”, diz.

Com o surgimento do coronavírus, Patrocinio acredita que as pessoas passaram a enxergar as coisas sob outra ótica e valorizar aquilo que realmente é essencial para que, de alguma forma, isso seja um grande passo para encontrar a felicidade buscada.

“Com a pandemia, as pessoas perceberam que, na verdade, aquilo que parecia importar muito, importava pouco. E o que realmente vale, acabava ficando de lado, inclusive estar com quem a gente mais fugia: nós mesmos.”

Conclusão sobre a data

De acordo com ele, o Dia Internacional da Felicidade serve para refletir e entender qual a definição desse sentimento para que, a partir daí, cada um possa tomar para si o que realmente significa ser feliz.