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Reprodução/Flickr Agência Senado
Reprodução/Flickr Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD - SP), negou nesta sexta-feira (5) o pedido da oposição para barrar uma manobra que deu mais vagas à base governista na CPMI dos atos golpistas de 8 de janeiro. com a decisão de Pacheco, o governo fica perto de garantir maioria na comissão.

A decisão veio no início do dia. O despacho do presidente do Congresso negou um pedido do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL - RN), que foi contra uma manobra do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (REDE - AP).

Randolfe é o único representante da REDE no Senado, e mudou de bloco horas antes da leitura do requerimento da CPMI. A estratégia deu mais uma cadeira ao bloco 'Resistência Democrática', encabeçado pelo PT.

A oposição alegou que essa troca era irregular, e que a mudança só valeria se tivesse sido feita no início da legislatura, em fevereiro.

Para Pacheco, entretanto, não há regulação sobre o tema no regimento das comissões mistas do Congresso, fazendo valer então as regras do Senado, que permitem a manobra.

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Marinho afirmou que vai recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça do Senado. “Evidente que é uma decisão que tem a legitimidade por ter sido feita pela mesa da casa, mas nós achamos que é equivocada. Nós iremos recorrer da decisão, mas deixando claro que isso não significa que aceitaremos que isso seja uma manobra procrastinatória. essa ação pode e deve ocorrer independente da instalação da CPMI”, declarou o líder da oposição.

No mesmo documento, Pacheco validou uma outra decisão que já havia sido tomada nesta semana pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP - AL), que retirou do Partido Novo o direito à indicação de um parlamentar para a vaga rotativa da comissão.

O argumento usado por Lira é de que a legenda não elegeu deputados o suficiente para atingir a cláusula de barreira na Câmara.

As movimentações desta sexta fazem com que a base aliada do governo no Congresso tenha pelo menos 15 das 32 cadeiras fixas da CPMI dos atos antidemocráticos. Outras nove seriam da oposição e, o restante, de partidos independentes.

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Assista à matéria do Jornal da Cultura desta sexta-feira (5) sobre o tema: