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Reprodução / Redes sociais
Reprodução / Redes sociais

O corpo do brasileiro-palestino Walid Khalid Abdalla Ahmad, que morreu em uma prisão israelense no dia 22 de março, ainda não foi entregue à família.

Walid foi preso em 30 de setembro de 2024 na cidade de Silwad, na Cisjordânia, região ocupada por Israel. Acusado de agredir militares israelenses com pedras, ele não chegou a ser julgado antes de morrer.

A causa da morte foi apontada como fome, desidratação e complicações infecciosas. Segundo uma autópsia entregue à família, o quadro foi agravado por “desnutrição prolongada e privação de intervenção médica”.

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Apesar dos esforços da diplomacia brasileira pela liberação, Israel não tem respondido aos apelos feitos pelo país. Nunca houve uma justificativa oficial para a manutenção do corpo de Walid sob a custódia do Estado de Israel.

De acordo com o g1, interlocutores do governo brasileiro afirmam que Israel tem como prática não liberar corpos de prisioneiros para usá-los como moeda de troca.

O pai do jovem, o também brasileiro-palestino Khaled Ahmad, disse à GloboNews que ele e toda a sua família sentem “uma tristeza profunda” pela perda do jovem e “uma dor enorme” por não poderem se despedir.

“Até agora, Israel não nos forneceu nenhuma justificativa para não liberar. E também não respondeu ao nosso pedido de restituição do corpo”, afirma Khaled, que pede que o presidente Lula atue no caso de forma ativa.

“Gostaria de fazer um apelo ao presidente do Brasil para que nos ajude a conseguir a liberação do corpo do nosso filho, para que possamos sepultá-lo de acordo com os ritos islâmicos. Acredito que ele possa nos ajudar, pois é um grande presidente de um grande país”, falou Ahmad.

Ao confirmar a morte do jovem, no mês passado, o Ministério das Relações Exteriores cobrou que o governo de Benjamin Netanyahu investigasse o caso e agisse com transparência.

“Em linha com suas obrigações internacionais, o governo israelense deve conduzir investigação célere e independente acerca das causas do falecimento, bem como dar publicidade às suas conclusões”, disse o Itamaraty.