O programa “Mar sem Lixo”, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Fundação Florestal, retirou 29 toneladas de resíduos do mar e de ecossistemas costeiros paulistas nos três primeiros meses de 2025.
Criado em 2022, o programa tem como objetivo combater o descarte irregular de resíduos no oceano e em ambientes costeiros, promovendo, ao mesmo tempo, a inclusão socioeconômica de comunidades tradicionais.
Leia mais: Espanha declara estado de emergência após apagão em todo o país
Dados apontam para o fortalecimento da rede de colaboração entre o poder público e comunidades tradicionais do litoral. Desde 2024, o programa passou a reconhecer e remunerar também os serviços ambientais prestados por pescadores artesanais durante o período de defeso, com a inclusão da limpeza de manguezais como atividade remunerada, por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
Em 2025, os efeitos desse primeiro ciclo são perceptíveis. O número de pescadores cadastrados saltou de 200 para 275, e a adesão aos mutirões cresceu significativamente: entre fevereiro e março deste ano, 91 pescadores participaram de 13 ações coletivas — mesmo número de mutirões realizados entre fevereiro e abril de 2024, quando houve apenas 64 participantes.
Os bons resultados também se refletem no volume de recursos pagos. De janeiro a abril de 2024, o programa repassou R$ 89.888 em PSA. Em 2025, somente de janeiro a março, o valor já soma R$ 137.225, demonstrando a ampliação do esforço coletivo e a valorização da atuação dos pescadores.
Leia mais: André Mendonça abre divergência e vota para revogar prisão do ex-presidente Collor
A maior parte dos resíduos recolhidos no trimestre — mais de 27 toneladas — resultou de mutirões realizados em fevereiro e março, com foco em manguezais e ilhas. O município do Guarujá lidera em volume de material retirado, com mais de 17 toneladas, seguido por Bertioga e Ubatuba.
O Mar sem Lixo atua com base em quatro eixos:
- O PSA aos pescadores artesanais;
- A realização de ações educativas e de sensibilização junto às comunidades;
- Produção de dados e informações para subsidiar pesquisas científicas e políticas públicas;
- Captação de parcerias e patrocínios para ampliar a escala, o alcance e a sustentabilidade da iniciativa.
REDES SOCIAIS