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Reprodução / Flickr STF
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A Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB Nacional publicou uma nota oficial manifestando “preocupação e absoluto repúdio” diante das ameaças do governo de Donald Trump de impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante uma sessão da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA, realizada na quarta-feira (21), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o ministro brasileiro pode ser alvo de sanções com base na Lei Magnitsky, por parte do governo norte-americano.

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Essa legislação permite aos EUA punir estrangeiros envolvidos em violações de direitos humanos ou em casos de corrupção grave. As medidas previstas incluem o congelamento de bens em território americano e a proibição de entrada no país.

No documento, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) destacou que a decisão dos Estados Unidos "trata-se de uma clara violação aos princípios da soberania nacional, da independência dos Poderes e da não intervenção, pilares fundamentais do Direito Internacional e da ordem constitucional brasileira".

“Todos os brasileiros devem se insurgir contra essa tentativa de impor ao país o status de uma república de segunda categoria. O Brasil é soberano, cuida de seus próprios assuntos e não admite interferências externas em sua jurisdição”, afirmou Marcus Vinícius Furtado Coêlho, presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB.

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A nota ainda ressalta que somente o “Estado brasileiro, por meio de seus próprios órgãos e segundo seu ordenamento jurídico, possui legitimidade para apurar e, se for o caso, responsabilizar seus agentes públicos”.

“É absolutamente inaceitável que qualquer país estrangeiro pretenda submeter o Brasil a práticas de extraterritorialidade punitiva, afrontando nossa soberania e tentando nos reduzir à condição de nação subordinada”, completa o presidente.