Fundação Padre Anchieta

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O 1% das pessoas mais ricas do mundo acumulou mais de US$ 33,9 trilhões (cerca de R$ 185 trilhões) desde 2015. De acordo com a Oxfam, organização internacional dedicada ao estudo das desigualdades, esse valor seria suficiente para acabar com a pobreza global por 22 vezes.

A conclusão está no novo relatório "Do Lucro Privado ao Poder Público: Financiando o Desenvolvimento, Não a Oligarquia", publicado nesta terça-feira (25).

O estudo aponta que a riqueza de apenas três mil bilionários cresceu US$ 6,5 trilhões (R$ 35,4 trilhões) nesse período e já representa 14,6% de todo o PIB global.

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Entre os anos de 1995 e 2023, a riqueza privada global saltou US$ 342 trilhões (R$ 1,86 quatrilhão), o equivalente a oito vezes mais do que o que os governos conseguiram acumular como riqueza pública, que subiu apenas US$ 44 trilhões (cerca de R$ 239,8 trilhões).

Oxfam ainda alerta que governos de países ricos estão promovendo os maiores cortes já registrados na ajuda humanitária e ao desenvolvimento. Os países do G7, por exemplo, que são responsáveis por cerca de 75% da ajuda humanitária oficial global, planejam reduzir os repasses em 28% até 2026, em relação a 2024.

A organização defende que está na hora de mudar o modelo atual, que favorece grandes investidores, o chamado “consenso de Wall Street”.

Os países ricos colocaram Wall Street no volante do desenvolvimento global. Está na hora de tirar esse modelo do caminho e colocar o interesse público como prioridade”, disse Amitabh Behar, diretor-executivo da Oxfam Internacional.