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Reprodução | X @ZelenskyyUa
Reprodução | X @ZelenskyyUa

A Ucrânia sofreu seu maior ataque aéreo desde o início da guerra, com 539 drones e 11 mísseis lançados pela Rússia entre a noite de quinta-feira (3) e a madrugada desta sexta (4).

Os bombardeios começaram quase simultaneamente a uma ligação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin. A conversa terminou sem progresso, segundo o republicano.

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Kiev foi o principal alvo do ataque, que durou quase oito horas. Ao menos 23 pessoas ficaram feridas, 14 foram hospitalizadas e diferentes regiões da capital registraram incêndios, destruição de prédios e danos à infraestrutura ferroviária. A embaixada da Polônia também foi atingida levemente.

De acordo com a Força Aérea ucraniana, esse foi o maior número de drones e mísseis já lançado em uma única noite desde o início da invasão, em fevereiro de 2022. Algumas das investidas aéreas foram abatidas. Ainda assim, ao menos nove mísseis e 63 drones atingiram diretamente seus alvos, e destroços caíram em pelo menos 33 localidades, espalhando pânico entre a população.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram moradores correndo para abrigos e bombeiros combatendo chamas durante a madrugada. Segundo autoridades locais, o ataque incluiu drones do tipo Shahed, de fabricação iraniana, e um deles provocou um incêndio em uma instalação médica no distrito de Holosiivskyi, em Kiev.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o bombardeio como “deliberadamente massivo e cínico” e afirmou que ele foi “praticamente simultâneo” ao início da ligação entre Trump e Putin.

“Mais uma vez, a Rússia demonstra que não tem intenção de pôr fim à guerra e ao terror”, declarou. Para o líder ucraniano, somente uma pressão internacional significativa poderá conter Moscou. “Sem pressão em larga escala, a Rússia não mudará seu comportamento estúpido e destrutivo”, disse. 

Na quarta-feira (2), os Estados Unidos anunciaram a suspensão da entrega de mísseis para baterias Patriot, além de munições ar-ar para caças F-16 e bombas de precisão. Segundo o Pentágono, os estoques norte-americanos estão em níveis críticos. Para o presidente ucraniano, os aliados europeus têm boa vontade, mas não possuem os mesmos recursos para suprir a defesa do país.

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