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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As vendas do comércio varejista no Brasil recuaram 0,2% em maio na comparação com abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (8).

Este é o segundo mês consecutivo de queda, contrariando a expectativa de alta de 0,2% apontada por analistas consultados pela Reuters.

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O resultado negativo veio mesmo com o Dia das Mães, tradicionalmente uma das datas mais importantes para o varejo. “Não houve uma influência clara da data comemorativa nas vendas deste ano”, afirmou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. Ele também destacou que "são dois meses seguidos de queda com taxa muito próxima de zero, mas com viés negativo".

Na comparação com maio de 2024, houve avanço de 2,1%, abaixo da projeção de 2,4%. Já no acumulado do ano, o crescimento é de 2,2%, enquanto em 12 meses o setor acumula alta de 3%.

Entre os fatores que explicam o fraco desempenho do setor estão a taxa básica de juros elevada e a redução no crédito para pessoa física. A Selic está atualmente em 15% ao ano, e o Banco Central sinalizou a intenção de mantê-la nesse patamar por um “período bastante prolongado”, como parte de sua política monetária restritiva.

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), elaborada pelo IBGE desde 1995, mostrou que, entre as oito atividades analisadas, três registraram retração em maio: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,1%), livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%) e combustíveis e lubrificantes (-1,7%).

Em contrapartida, cinco segmentos apresentaram crescimento: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,0%); móveis e eletrodomésticos (2,0%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,7%); tecidos, vestuário e calçados (1,1%); e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%).

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, peças e material de construção, houve alta de 0,3% nas vendas em relação a abril. O segmento de veículos e motos cresceu 1,5%, enquanto material de construção manteve estabilidade.

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