A União Europeia anunciou nesta quinta-feira (10) um acordo com Israel para ampliar a distribuição de ajuda humanitária diretamente à população da Faixa de Gaza.
A medida prevê o aumento substancial no tráfego diário de caminhões com alimentos, medicamentos e itens não alimentícios, além da reabertura de corredores humanitários pelas fronteiras do Egito, Jordânia e pontos ao sul do enclave palestino.
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Segundo a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, o entendimento contempla também a retomada do fornecimento de combustível para instalações humanitárias e a reativação de padarias e cozinhas públicas. “Chegamos a um acordo em termos muito concretos: quantos caminhões entrarão, quantas passagens serão abertas, pontos de distribuição de água e alimentos. Agora, esperamos que tudo seja implementado rapidamente”, afirmou Kallas à Bloomberg.
Em comunicado oficial, o bloco europeu disse estar pronto para atuar junto a agências da ONU e ONGs locais para garantir a aplicação imediata das providências. As ações, de acordo com a UE, devem começar a ser implementadas nos próximos dias e incluem ainda a reparação de infraestruturas essenciais e a proteção de trabalhadores humanitários.
O grupo terrorista Hamas anunciou na última quarta-feira (9) que está disposto a libertar 10 reféns para garantir o progresso nas negociações. De acordo com o Exército israelense, das 251 pessoas sequestradas em 7 de outubro de 2023, 49 continuam em Gaza, 27 delas mortas. Um rascunho de acordo mediado pelos EUA prevê uma trégua de 60 dias e a devolução de 10 reféns vivos e nove mortos.
Apesar do otimismo de autoridades israelenses, o Hamas afirma que pontos centrais continuam em debate, incluindo a criação de garantias para um cessar-fogo permanente. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, por sua vez, reiterou que os objetivos de Israel seguem sendo a libertação de todos os reféns e a eliminação das capacidades militares e administrativas do Hamas.
Desde o ataque do grupo palestino em outubro do ano passado, que deixou 1,2 mil mortos em Israel, a ofensiva de retaliação israelense resultou em mais de 57,6 mil mortes na Faixa de Gaza, conforme dados do Ministério da Saúde do governo local, reconhecidos pela ONU.
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