A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (10), a medida provisória sobre o reajuste de 9% no salário de todos os militares da ativa, da reserva e pensionistas das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). Agora, a proposta segue para análise do Senado.
A medida reajusta os chamados "soldos", ou seja, os salários-base pagos aos integrantes dos três grupos das Forças Armadas, além de pensionistas.
Leia: 'Lua cheia do veado': fenômeno aparece no céu nesta quinta-feira (10); saiba como observar
Caso a MP vire lei, o impacto estimado pelo governo é de R$3 bilhões neste ano e R$5,3 bilhões em 2026. Na última terça-feira (8), o texto foi aprovado na comissão mista que analisou a MP. O relator, deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), não propôs mudanças no texto.
Publicada pelo governo no fim de março, a medida prevê o reajuste dividido em duas fases: 4,5%, que está valendo desde abril deste ano, e a outra metade será concedida a partir de 1º de janeiro de 2026, caso a proposta seja aprovada.
Com isso, o salário mais baixo da base da hierarquia militar passou de R$1.078 para R$1.127 em abril de 2025. Em janeiro de 2026, o valor será de R$1.177.
Já os cargos mais altos, como os de almirantes, generais e tenentes, terão os vencimentos reajustados de R$13.471 para R$14.077 em abril e para R$14.711 em janeiro de 2026.
Leia mais: Adesão ao acordo do INSS para devolução de descontos indevidos começa nesta sexta (11)
É esperado que o texto seja votado no plenário do Senado já na próxima semana, a última antes do recesso parlamentar. A MP perde sua validade no dia 8 de agosto.
O Executivo estima que a medida irá beneficiar cerca de 740 mil pessoas. Ainda segundo a pasta, o reajuste se justifica pela “inflação acumulada dos últimos anos, que resultou em defasagem na remuneração dos militares e pensionistas das Forças Armadas".
Leia também: Dólar bate R$ 5,62 após taxação de Trump sobre produtos brasileiros
REDES SOCIAIS