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Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (10), a medida provisória sobre o reajuste de 9% no salário de todos os militares da ativa, da reserva e pensionistas das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). Agora, a proposta segue para análise do Senado.

A medida reajusta os chamados "soldos", ou seja, os salários-base pagos aos integrantes dos três grupos das Forças Armadas, além de pensionistas.

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Caso a MP vire lei, o impacto estimado pelo governo é de R$3 bilhões neste ano e R$5,3 bilhões em 2026. Na última terça-feira (8), o texto foi aprovado na comissão mista que analisou a MP. O relator, deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), não propôs mudanças no texto.

Publicada pelo governo no fim de março, a medida prevê o reajuste dividido em duas fases: 4,5%, que está valendo desde abril deste ano, e a outra metade será concedida a partir de 1º de janeiro de 2026, caso a proposta seja aprovada.

Com isso, o salário mais baixo da base da hierarquia militar passou de R$1.078 para R$1.127 em abril de 2025. Em janeiro de 2026, o valor será de R$1.177.

Já os cargos mais altos, como os de almirantes, generais e tenentes, terão os vencimentos reajustados de R$13.471 para R$14.077 em abril e para R$14.711 em janeiro de 2026.

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É esperado que o texto seja votado no plenário do Senado já na próxima semana, a última antes do recesso parlamentar. A MP perde sua validade no dia 8 de agosto.

O Executivo estima que a medida irá beneficiar cerca de 740 mil pessoas. Ainda segundo a pasta, o reajuste se justifica pela “inflação acumulada dos últimos anos, que resultou em defasagem na remuneração dos militares e pensionistas das Forças Armadas".

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