O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no último domingo (13) que enviará sistemas de defesa aérea Patriot para a Ucrânia.
A decisão ocorre em meio à intensificação dos ataques russos e após a recente suspensão temporária do envio de armamentos ao país europeu.
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Trump justificou a medida afirmando que os Patriots são fundamentais para proteger a Ucrânia, especialmente diante da postura do presidente russo, Vladimir Putin, que “fala bonito e depois bombardeia todo mundo à noite”.
“Vamos enviar Patriots, dos quais eles precisam desesperadamente. Eles vão nos pagar 100% por isso, é assim que queremos”, afirmou o líder norte-americano a jornalistas na Base Aérea de Andrews, nos arredores de Washington.
O Patriot é um sistema avançado de defesa aérea, desenvolvido pela empresa americana Raytheon Technologies. A sigla vem de Phased Array Tracking Radar for Intercept on Target e se refere a um sistema móvel de mísseis terra-ar, amplamente utilizado pelos Estados Unidos, Israel e outras nações ocidentais. Em 2023, os EUA já haviam enviado algumas unidades do Patriot para a Ucrânia como parte do apoio militar ao país.
Embora não tenha divulgado a quantidade de sistemas que serão enviados, Trump ressaltou que o reembolso será feito pela União Europeia, que aprovou recentemente um pacote bilionário de ajuda financeira para a Ucrânia, incluindo apoio militar e recursos para reconstrução.
O envio dos Patriots representa uma mudança significativa na postura do presidente americano, que vinha resistindo a fornecer armas ofensivas ao governo ucraniano.
A decisão acontece dias após a Rússia realizar o maior bombardeio desde o início da guerra, com mais de 500 drones e mísseis disparados contra diferentes regiões da Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vinha pedindo reiteradamente mais apoio defensivo aos aliados ocidentais para conter os ataques diários do Kremlin.
Trump também voltou a manifestar sua decepção com Putin e admitiu o fracasso nas tentativas de negociar um cessar-fogo com a Rússia. Desde o início da guerra, o líder da Casa Branca buscava uma saída diplomática para o conflito, mas vê agora as tratativas estagnadas enquanto os bombardeios russos se intensificam.
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