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Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (17) que não será um “gringo” que irá mandar nele, em referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A declaração aconteceu durante o 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune), em Goiânia.

“Não é um gringo que vai dar ordem a esse presidente da República. Não é. Eu sei quem eu devo respeitar nesse país, eu sei quem é que manda nesse país, eu sei quem faz esse país ser o que é: o nome dessa pessoa só tem quatro letras, chama-se povo brasileiro”, disse.

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O petista destacou que o governo brasileiro tem prezado pelas negociações, comandadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Na declaração, ele ainda fez uma referência usando o jogo truco. “Quando o cara truca, a gente tem que escolher: eu corro ou grito ‘seis’ na orelha dele. Eu estou jogando. O Brasil gosta de negociação”.

O presidente também voltou a culpar o ex-presidente e seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pelo tarifaço de 50%.

“Eles não tiveram preocupação com os prejuízos que essa taxação vai trazer ao Brasil, à indústria, ao agronegócio”, apontou.

Entenda o caso

No último dia 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Trump publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na qual justificou o aumento da tarifa com base no tratamento dado pelo governo brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na mensagem, o republicano afirmou respeitar “profundamente” Bolsonaro.

Após a carta de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu à manifestação do republicano e afirmou que “o Brasil é um país soberano, com instituições independentes, que não aceitará ser tutelado por ninguém”.

O líder brasileiro destacou ainda que qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida com base na Lei Brasileira de Reciprocidade Econômica.