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Uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) mudou para os 35 anos a idade inicial para rastrear o diabetes tipo 2 em pessoas assintomáticas.

A orientação foi publicada em um artigo que recomenda o rastreio "para todos os indivíduos com 35 anos ou mais, adultos mais jovens com sobrepeso, obesidade ou fator de risco adicional ou indivíduos classificados com alto ou muito alto risco.

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A mesma publicação afirma que a triagem em crianças e adolescentes assintomáticas deve ser feita "após os 10 anos ou após início da puberdade em pessoas com sobrepeso ou obesas ou com pelo menos um fator de risco adicional " que pode ser a existência de casos na família.

“Até 34 anos a frequência era de 2.4% e a partir dos 35 anos, 5.5%. E com 45 anos ou mais, esses dados aumentam ainda mais. Então, é cada vez mais importante com o aumento da faixa etária que as pessoas não deixem de fazer pesquisas para diabéticos", explica Malenie Rodacki, endocrinologista e professora da UFRJ.

De acordo com a última edição do Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), quase 45% dos adultos desconhecem que possuem a condição. No Brasil, de acordo com a SBD, esse número fica em aproximadamente 30%.

Segundo a federação, a prevalência do diabetes no Brasil é de 10,5%. Isso significa que o país tem hoje 20 milhões de pessoas vivendo com a doença, a maioria portadora do tipo 2 que ocorre quando o organismo não produz ou não consegue usar de forma adequada a insulina responsável por controlar a taxa de açúcar no sangue.

Obesidade, sedentarismo, pressão alta e problemas renais são alguns dos fatores de risco para a doença.