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Montagem e Reprodução | Al Jazeera
Montagem e Reprodução | Al Jazeera

A Organização das Nações Unidas (ONU) solicita uma investigação independente sobre o bombardeio que matou quatro jornalistas e um motorista da emissora catari Al Jazeera no último domingo (10), em Gaza.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, condenou o assassinato dos jornalistas ainda na segunda segunda-feira (11). “Pelo menos 242 jornalistas foram mortos em Gaza desde o início da guerra. Jornalistas e profissionais da mídia devem ser respeitados, protegidos e autorizados a realizar seu trabalho livremente, livres de medo e assédio.”

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Em publicação nas redes sociais, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) também denunciou o ocorrido, dizendo que as ações dos militares israelenses representam uma "grave violação do direito internacional humanitário".

“Israel deve respeitar e proteger todos os civis, incluindo jornalistas. Apelamos ao acesso imediato, seguro e irrestrito de todos os jornalistas a Gaza”, afirmou a pasta.

Ainda em uma reunião de emergência, no último domingo, o Conselho de Segurança da ONU condenou a ameaça do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de ocupar Gaza.


A equipe do jornal em Doha prestou homenagem, na segunda, aos colegas assassinados pelo Exército de Israel. Os profissionais da imprensa se reuniram para agradecer o trabalho prestado pelos colegas, que morreram enquanto trabalhavam na cobertura do conflito na Faixa de Gaza.

Em comunicado nas redes sociais, a rede de mídia da Al Jazeera definiu o ocorrido como "outro ataque flagrante e premeditado à liberdade de imprensa" e chamou o assassinato de Anas al-Sharif, repórter que se destacava na cobertura da guerra entre Israel e Palestina, e de seus colegas de "uma tentativa desesperada de silenciar as vozes que expõem a iminente tomada e ocupação de Gaza".

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No local onde os jornalistas foram mortos, perto do Hospital Al-Shifa, funcionava um centro de imprensa improvisado pelos próprios repórteres. Desde a retomada do conflito em Gaza, em outubro de 2023, eles buscaram se concentrar perto de hospitais na crença de que seria mais seguro.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) assumiram as mortes deliberadamente, sob o argumento de que al-Sharif "atuava como líder de uma célula terrorista do Hamas". Por enquanto, o governo israelense não apresentou provas que sustentem a justificativa.

A Al Jazeera negou veementemente as acusações e afirmou em nota que o "assassinato seletivo" foi "mais um ataque flagrante e premeditado à liberdade de imprensa".

Al-Sharif trabalhou como repórter para o grupo de imprensa do partido político do grupo terrorista Hamas, mas não para o braço armado do grupo, antes do conflito começar, em 2023. Depois disso, ele foi contratado pela Al Jazeera.

A imprensa internacional é proibida por Israel de cobrir o conflito no local. Os únicos profissionais da imprensa que trabalham hoje em Gaza, são palestinos.

Segundo um levantamento da própria Al Jazeera, em quase dois anos de guerra, foram assassinados por Israel 269 repórteres palestinos, três libaneses e dois israelenses.

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