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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Entre 1985 e 2024, o Brasil perdeu 111,7 milhões de hectares de áreas naturais, o equivalente a 13% do território nacional e a uma área maior que a Bolívia.

O dado faz parte da Coleção 10 do MapBiomas, divulgada nesta quarta-feira (13) em Brasília, que revela um processo acelerado de ocupação do solo, impulsionado pela agropecuária e agravado por eventos climáticos extremos.

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Em 1985, 80% do país ainda era coberto por vegetação nativa. Quatro décadas depois, esse índice caiu para 65%, enquanto 32% da área passou a ser destinada à agropecuária. A vegetação secundária, em regeneração após desmatamento, representa 6,1% da cobertura nativa.

As formações florestais foram as mais afetadas, com redução de 62,8 milhões de hectares, área maior que a Ucrânia. O Cerrado perdeu 40,5 milhões de hectares (-28%), extensão superior à Alemanha. Também houve queda de 11,9% nas áreas úmidas e alagadas, equivalente a cerca de 100 mil km², com destaque para o Pantanal, o bioma mais atingido proporcionalmente.

Por bioma, a Amazônia perdeu 52,1 milhões de hectares (-13%), a Caatinga 9,2 milhões (-15%), a Mata Atlântica 4,4 milhões (-11%), o Pantanal 1,7 milhão (-12%) e o Pampa 3,8 milhões, este último com a maior perda proporcional (30%).

O levantamento aponta três fases no avanço da ocupação. Entre 1985 e 1994, 36,5 milhões de hectares foram convertidos, sobretudo em pastagens, período também marcado por forte expansão urbana. De 1995 a 2004 ocorreu o auge da conversão para agropecuária, com 44,8 milhões de hectares impactados e a consolidação do “arco do desmatamento” na Amazônia. Já entre 2005 e 2014, o ritmo caiu, com 17,6 milhões de hectares transformados, mas voltou a crescer na última década, marcada pela degradação florestal, impactos climáticos e aumento da mineração, especialmente na Amazônia.

No acumulado, as pastagens avançaram 62,7 milhões de hectares (alta de 68%) e a agricultura 44 milhões (crescimento de 236%). Em 1985, 47% dos municípios tinham a agropecuária como uso predominante; em 2024, esse índice chegou a 59%.

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