Com a entrega das alegações finais do processo no Supremo Tribunal Federal que apura uma tentativa de golpe de Estado, o relator, ministro Alexandre de Moraes, pediu ao presidente da primeira turma, Cristiano Zanin, para marcar a data do julgamento. O processo envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus.
Todos os réus já entregaram ao Supremo as alegações finais. Eles fazem parte do núcleo crucial da trama golpista e são apontados como líderes da conspiração que tentava reverter o resultado das eleições de 2022.
A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de sete dos oito réus do núcleo um da trama golpista pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição do estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado da União.
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A exceção é o deputado federal Alexandre Ramagem (PL - RJ), por ter imunidade parlamentar, ele conseguiu a suspensão do processo em relação aos crimes praticados depois da diplomação, sete dias antes dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro.
Os réus negam os crimes e pedem a absolvição de todas as acusações.
A defesa de Bolsonaro espera que haja "o reconhecimento do cerceamento de defesa" e pede "a nulidade da delação premiada do corréu Mauro Cid" e a "absolvição de Bolsonaro, seja em razão da absoluta ausência de provas, seja pela atipicidade das condutas imputadas".
Após a entrega das alegações finais da PGR e dos advogados de defesa, o ministro Alexandre de Moraes já pode apresentar o relatório final, que antecede os votos dos magistrados da primeira turma do STF. A expectativa é que o julgamento aconteça em setembro e será marcado pelo presidente da turma, Cristiano Zanin.
Assista a reportagem do Jornal da Cultura:
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