O Exército de Israel bombardeou nesta terça-feira (9) alvos em Doha, no Catar, onde estariam membros políticos do Hamas que participam das negociações de cessar-fogo. A ação contraria regras internacionais para conflitos armados.
O ataque acontece justamente no dia da abertura oficial da 80ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em meio à promessa de reconhecimento do estado Palestino por países como França, Canadá e Reino Unido. A faixa de Gaza também registrou ações militares israelenses.
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Israel espalhou folhetos com ordem de retirada total da cidade de Gaza. Sem ter para onde ir, famílias com crianças e idosos disseram que vão ficar. Autoridades religiosas católicas e ortodoxas também disseram que vão continuar no local e manter o atendimento a feridos, crianças e idosos nas igrejas que permanecerem em pé.
Há dias, o exército israelense vem implodindo os poucos prédios que ainda não foram atingidos, como parte da operação de ocupação dos territórios palestinos.
Organizações dos direitos humanos rechaçam a justificativa de que os edifícios destruídos abrigavam "escritórios do Hamas".
Segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, as equipes médicas trabalham em condições desafiadoras. Nos últimos três meses, 36% dos feridos que conseguem buscar atendimento médico são menores. Outros 28% deles são crianças e 43% são mulheres.
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