Com a proximidade do Enem e dos vestibulares, cresce a pressão sobre jovens para escolher a profissão que, teoricamente, os acompanhará por toda a vida. Mas será que nessa idade existe maturidade para uma decisão tão definitiva? O Opinião da última semana discutiu os impactos psicológicos dessa escolha precoce, os índices de ansiedade e a sensação de insegurança entre os estudantes.
De acordo com a psicóloga e professora da PUC-SP Patricia Mortara, os vestibulandos têm que ter em mente que nenhuma escolha profissional é definitiva, e que a mudança de carreira é algo possível.
"A mudança de carreira ou de opção profissional é possível, é viável e deve ser acolhida pelos familiares, sociedade e pelo próprio jovem", puntua a especialista.
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O primeiro dia de Enem aconteceu neste domingo (9). Além de responderem a 90 questões de multipla escolha nas áreas de línguas e literatura, ciências humanas, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação, os estudantes também fizeram uma redação, com o tema "perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira".
"O jovem pode ter consciência disso [mudança de carreira] quando consegue perceber que a vida se transforma. A construção da vida dele é ele mesmo que faz na relação com a sociedade. Um jovem que não se conhece tem mais dificuldade de escolher [a carreira profissional], por isso, entendo que o primeiro pilar da escolha profissional é o autoconhecimento", completa a psicóloga.
Além de avaliar o ensino nas escolas, o Enem é a principal porta de entrada em universidades. A nota vale para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), voltado às instituições públicas; para o Programa Universidade Para Todos (Prouni); e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), direcionados à instituições particulares.
Assista ao Opinião de 7/11/2025 na íntegra:
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