Um novo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que quase oito milhões de mulheres criam filhos sozinhas.
Já os homens são um milhão e duzentos mil. A proporção é de seis mães solo para cada pai nessa situação. As estatísticas fazem parte do mais recente censo demográfico do país, realizado em 2022, e revelam que o cenário só piorou nas últimas duas décadas.
Em 2000, eram 11,6% famílias brasileiras chefiadas por mulheres sem um companheiro, e 1,5% as comandadas por homens. Em 2022, as famílias de mães solo eram 13,5%, e as de pais solo, 2%.
Para mudar esse cenário de forma mais efetiva, são necessárias mais políticas públicas de assistência a essas mulheres.
“Para aquelas mulheres que trabalham, têm outras atividades, outros estudos, atividades comunitárias, lugares seguros onde ela possa deixar os filhos enquanto desenvolve outras atividades, isso também seria importante. Também passa por assistência pública em saúde”, explica Joice Vieira, professora da Unicamp.
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