A 36ª Bienal de Arte de São Paulo reúne obras que promovem um novo olhar sobre a relação entre seres humanos e natureza.
Assista à última edição do Repórter Eco:
Ao Repórter Eco, um dos curadores, Thiago de Paula Souza, explica o significado do título da edição atual da mostra "Nem todo viandante anda em estradas".
"A gente pega emprestado um verso do poema da Conceição Evaristo. Um poema chamado 'Da calma e do silêncio', e o subtítulo é "da humanidade como prática". [A Bienal] é uma exposição que imagina como a arte pode nos ajudar a pensar sobre o futuro da humanidade", comenta.
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Nesta edição da Bienal, a relação com a natureza se revela na própria montagem da exposição. Os curadores decidiram fazer uma homenagem aos estuários de rios da capital paulista. Estuários são os locais onde os rios encontram com o mar.
A mostra conta com obras como a instalação da artista visual de ascendência nigeriana Precious Okoyomon, que traz elementos orgânicos como árvores, pedras, musgos e peixes no lago.
A 36ª Bienal fica em cartaz até o dia 11 de janeiro de 2026, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera. A entrada é gratuita.
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