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Reprodução | Unsplash
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Em entrevista ao Jornal da Tarde desta quinta-feira (4), a advogada e cofundadora do movimento Mulheres Pela Justiça, Thaís Cremasco, analisa os recentes casos de violência de gênero que chocaram o país. Segundo ela, o Brasil vive uma situação de "guerra contra as mulheres".

"Num país que mata quatro mulheres por dia, não é exagero afirmar que vivemos uma guerra contra as mulheres. Isso demonstra um paradoxo muito importante. De um lado, temos a terceira lei mais moderna do mundo de combate à violência contra a mulher, mas seguimos morrendo cada vez mais”, diz.

Assista à entrevista completa:

De acordo com o Ministério da Justiça, no Brasil, até setembro de 2025, 1.075 mulheres foram vítimas de feminicídio e 2.763 sofreram tentativas.

A cidade de São Paulo bateu o recorde de feminicídios na série histórica desde 2015, com 53 casos registrados entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Segundo Thaís, a sociedade e autoridades devem prestar atenção aos diversos tipos de violência de gênero, além da violência física.

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"A Lei Maria da Penha protege as mulheres de cinco formas de violência, e o feminicídio é o último degrau da escala de violência. Ela ocorre quando os outros quatro tipos de violência já aconteceram. Temos a violência moral, psicológica, sexual e financeira", explica. 

A Lei Maria da Penha completa 20 anos em 2026, em um cenário de aumento de atos violentos contra o público feminino. Segundo a advogada, existe dificuldade na aplicação da lei.  

"A aplicação [da lei] poderia melhorar no judiciário. Poderia haver uma visão mais feminista da legislação e uma da aplicação mais justa no sentido de reconhecer violências antes da violência física. Como a moral e a psicológica", argumenta.

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