De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria Exante, a falta de água deve se tornar cada vez mais frequente no país. O levantamento prevê que cidades podem enfrentar 12 dias de racionamento por ano até 2050.
No material "Demanda futura por água em 2050: desafios da eficiência e das mudanças climáticas", é descrito que o crescimento populacional, o avanço da urbanização, perdas na distribuição e o aumento da temperatura média global são as causas principais da previsão de aumento do racionamento.
Assista ao Repórter Eco de 14/12/2025 na íntegra:
Segundo a presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, o possível aumento na temperatura do planeta até 2050 afeta diretamente o consumo de água.
“Consideramos que até o ano de 2050 tem uma tendência de aumento de 1°C na temperatura máxima do planeta e esse fator impacta tanto o aumento do consumo, porque a gente tem uma tendência de aumento de calor, quanto em uma tendência de redução no volume de água dos rios, que é uma redução de volume de 3,4% ao ano”, explica.
Em média no país, um total de 40% de toda a água potável produzida é perdida na etapa de distribuição. Em casos mais críticos, como na região norte, a taxa chega a quase 50%.
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O estudo, que avaliou todas as regiões do Brasil, aponta que o nordeste e centro-oeste têm menor disponibilidade de água tratada para a população.
Segundo o relatório, em média, as cidades brasileiras enfrentarão 12 dias por ano de racionamento de água, em 2050. Em regiões como nordeste e centro-oeste, esse número pode chegar a 30 dias.
“Essas regiões, se as perdas de água continuarem altas, e se houver um crescimento econômico e populacional, correm risco de ficar 30 dias com falta de fornecimento de água. Essas regiões já sofrem com muitos poços que estão secando (...) Na região nordeste, apenas 75% da população tem acesso à água tratada, e ela perde 46,2% de todo o volume de água produzido”, expõe.
O documento do Instituto Trata Brasil alerta que será preciso captar 60% a mais de volume de água dos rios, já sobrecarregados, caso medidas não sejam tomadas.
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