O Repórter Eco do último domingo (22) destacou uma estratégia de relacionamento que garante a sobrevivência das baleias belugas, um dos mamíferos marinhos mais inteligentes do planeta.
Um estudo científico feito pelo Instituto Oceanográfico da Universidade Atlântica da Flórida, nos Estado Unidos, acompanhou durante 13 anos cerca de duas mil belugas na baía de Bristol, no Alasca. Os cientistas descobriram que tanto machos quanto fêmeas acasalam com múltiplos parceiros, ao longo de décadas.
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A troca de companheiro e a reprodução compartilhada ajudam a espalhar os genes de forma mais uniforme. A prática contribui para manter a diversidade genética da espécie e reduz o risco de afinidade por laços de sangue, além de compensar os impactos negativos do isolamento e do tamanho pequeno da população do animal.
A descoberta contribui para a preservação da baleia beluga no Ártico, um dos lugares mais afetados pela exploração de petróleo e gás e pelo degelo provocado pelo aquecimento global.
Baleias belugas
A beluga é conhecida pela cor branca da pele, na fase adulta e pelas vocalizações. Batizada de “canário do mar”, ela emite uma série de sons, como estalos, assobios e guinchos.
A espécie forma grupos para caçar, migrar e interagir. O cetáceo vive em média entre 35 a 50 anos nas águas turvas e geladas do Ártico e do Subártico, graças a uma grossa camada de gordura.
Assista ao último Repórter Eco na íntegra:
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