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O Opinião da última sexta-feira (10) abordou o as implicações do fim da escala 6x1, tema debatido no Congresso e que gera discussão na sociedade.

No programa, a economista da Unicamp Marilane Teixeira e o advogado trabalhista José Eduardo Pastore divergiram em relação ao ganho ou perda de produtividade com uma eventual redução por lei da jornada de trabalho.

Segundo Marilane, economias mais desenvolvidas já têm uma jornada de trabalho reduzida e, especialmente em setores mais organizados da economia, a prática pode aumentar a produtividade

"Nos setores mais intensivos em tecnologia, a redução da jornada de trabalho pode forçar empresas a buscar inovações tecnológicas ou mudanças no processo de trabalho que assegurem um melhor nível de produtividade", afirma. 

Ainda de acordo com a economista, não há nenhum estudo que comprove que a mudança na escala de trabalho implique no fechamento de empresas, desemprego, aumento dos cusos ou queda de produtividade.

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Por outro lado, o advogado trabalhista José Eduardo Pastore alerta que a maioria dos países que reduziu a jornada de trabalho fez isso por meio de negociação coletiva e não por uma lei. 

"Dos 200 países no mundo, 190 fizeram redução de jornada via negociação coletiva. Primeiro eles aumentaram a produtividade e depois reduziram a jornada. O que está se propondo no Brasil é o contrário. Reduz a jornada com a esperança de que a produtividade vai aumentar. Nós sabemos que não vai acontecer", opina.

O advogado também ressalta que uma redução da escala sem alteração dos salários implica em aumento do custo unitário da hora trabalhada.

"Quando você diminui a jornada sem mexer no salário, você aumenta o custo unitário da hora trabalhada, para todas as empresas. Isso vai fazer com que algumas empresas façam alguns ajustes (...) elas vão colocar mão de obra mais barata, vão demitir, praticar rotatividade, ou partir para a informalidade", diz.

Assista ao programa na íntegra:

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