Na próxima terça-feira (12), o Provoca recebe o historiador e comediante Matheus Buente para uma conversa sobre cultura baiana, racismo, política e os desafios de ser professor no Brasil.
Orgulhoso de suas origens, Matheus fala sobre os estigmas envolvendo os baianos e a força cultural da Bahia. “A Bahia tem uma arrogância que é fundamental para quem não é centro. […] E aí eu acho que essa parada fez com que o baiano assumisse uma postura de que ‘eu me basto’”, afirma. No entanto, ele também comenta os preconceitos enfrentados fora do estado: “Aqui em São Paulo, ‘baiano’ é xingamento”.
Leia mais: Roda Viva recebe Luana Génot, CEO do Instituto Identidades do Brasil, nesta segunda-feira (11)
Ao longo da entrevista, o humorista relembra episódios vividos em sala de aula ao explicar conceitos históricos ligados à ditadura militar e ao golpe de 1964. “Toda vez que alguém que já faz parte das estruturas de poder toma o poder para si, isso, em História, se chama golpe”, explica. Matheus ainda destaca o impacto de discursos autoritários e da disseminação de fake news na forma como a história é contada. “A gente foi educado com muitas fake news que estavam nos nossos livros”, comenta.
O racismo estrutural e a responsabilidade coletiva no combate à discriminação também entram em pauta. “Para quem diz que não é racista, é necessário ser também antirracista. Ver o racismo acontecer e denunciar”, defende.
Leia mais: Boas Práticas debate o papel do esporte como ferramenta de ensino e transformação
Ao final do programa, Matheus reflete sobre o sentido da vida e a importância do coletivo. “A vida é a gente entender que a gente não está só, é ser coletivo, é estar junto”, diz.
REDES SOCIAIS