Tainá Müller recebe, no Café Filosófico, a psicanalista Mara Caffé neste domingo (31), a partir das 20h.
O bate-papo, que encerra o módulo dedicado aos dilemas contemporâneos da saúde mental, reflete sobre as transformações nas experiências de gênero nas últimas décadas e seus impactos na constituição da subjetividade.
O encontro parte do que a convidada define como uma “explosão do gênero”, entendida não como fenômeno isolado, mas como expressão de um processo histórico mais amplo. Em um cenário atravessado por avanços em reconhecimento e direitos, mas também por reações conservadoras, violência e exclusão, o debate se concentra nas tensões que emergem dessas transformações.
Ao situar essas mudanças no contexto contemporâneo, a psicóloga chama atenção para os efeitos de um modelo social que exige sujeitos cada vez mais adaptáveis, ao mesmo tempo em que tende a patologizar aquilo que escapa às normas.
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Em diálogo com perspectivas dos feminismos decoloniais e dos estudos queer, a psicanalista também aborda os desafios e as possibilidades de uma prática clínica comprometida com a pluralidade das formas de existência, especialmente no trabalho com crianças e adolescentes. “O desafio é sustentar uma escuta que reconheça a singularidade sem recorrer nem ao pânico moral nem à patologização da diferença, criando espaço para que cada sujeito possa construir sua própria trajetória”, completa.
O Café Filosófico é uma parceria da TV Cultura com o Instituto CPFL. O programa é reapresentado na madrugada de terça para quarta-feira, à 1h.
Sobre a convidada
Mara Caffé é psicanalista e doutora pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Ela integra o departamento de psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, onde atua como professora e supervisora, além de participar da rede de psicanalistas do Instituto AMMA – Psique e Negritude.
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Também leciona em cursos de pós-graduação no Instituto Gerar de Psicanálise e desenvolve atividades clínicas e de pesquisa. Com trajetória que articula psicanálise, educação e direito, já atuou como orientadora educacional e psicóloga em contextos forenses. É autora dos livros “Psicanálise e Direito: a escuta analítica e a função normativa jurídica” e “Crítica à Normalização da Psicanálise”.
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