O Opinião da última sexta-feira (5) abordou os desafios do tratamento de dores crônicas em pacientes.
Durante o programa, especialistas trazem o recorte de dores crônicas em mulheres, situação que muitas vezes não é levada a sério.
De acordo com a ginecologista Telma Zakka, existe uma banalização quando a dor está relacionada ao universo feminino.
“Quando uma mulher tem dor, geralmente esta queixa é subtratada pela maior parte dos profissionais de saúde (...) tudo é normal para a mulher: ‘quando ela entra em trabalho de parto é normal ter dor’. É realmente normal? Um momento tão sublime, não seria para ter essa dor aliviada? Acolhida? Não é o que a gente observa no dia a dia. A cólica menstrual é normal? Sim, mas pode ser tratada”, desenvolve a profissional.
Enxaqueca em mulheres
Além de uma eventual subnotificação de dores crônicas em mulheres, existem sintomas que realmente afetam mais o público feminino biologicamente.
No programa, o neurologista Gabriel Kubota explica que a enxaqueca é mais frequente e mais intensa nas mulheres. Segundo ele, também há pesquisas que apontam alta taxa de subnotificação desta dor.
“A enxaqueca é uma doença própria e tem tratamento. Para a mulher, na prática, nós vemos isso muito frequentemente. Como é um sintoma muito frequente e tem uma relação muito forte com o período menstrual, muitas vezes, culturalmente, elas já são ensinadas de casa a pensar que isso é normal, quando, na verdade, não é”, explica.
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Assista ao programa completo:
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