No Provoca desta terça-feira (9), Marcelo Tas recebe o medalhista paralímpico e vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Yohansson Nascimento.
Durante o programa, o ex-velocista, vencedor de seis medalhas paralímpicas para o Brasil, relata ainda sofrer preconceito por causa de sua deficiência.
O alagoano, que nasceu sem as duas mãos e trilhou uma carreira de sucesso no esporte, afirma que as piores situações no cotidiano acontecem quando alguém o vê como "incapaz".
“Me enxergar como incapaz é para mim o pior preconceito que eu posso sofrer. Dá para eu perceber no olhar da pessoa”, afirma.
“A pessoa me enxergar como incapaz é o pior preconceito”.
— TV Cultura (@tvcultura) June 10, 2026
No #Provoca desta terça-feira (9), o medalhista paralímpico Yohansson Nascimento relata episódios de capacitismo que passou ao longo de sua vida por ter nascido sem as mãos.#Provoca #TVCultura #SomosCultura pic.twitter.com/NOGIHBfKhZ
Ao longo da vida, Yohansson passou por diversas situações envolvendo capacitismo. Ele revela a Marcelo Tas que uma mulher chegou a dizer para sua mãe que, por causa da deficiência, ele pediria esmola quando crescesse. Em outra oportunidade, ao revelar que nasceu sem as mãos, ouviu de uma passageira de ônibus que havia “nascido sem sorte”.
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“Exemplo de superação”?
Segundo o vice-presidente do CPB, outra situação incômoda muitas vezes vivida por pessoas com deficiência é a classificação de “exemplo de superação” atribuída a tarefas simples executadas por essas pessoas.
“Beber água não me faz um super-herói. Isso não é superação. Às vezes as pessoas exageram demais (...) pra mim, superação é a pessoa que acorda cedo todos os dias e vai atrás dos seus sonhos, independente de deficiência ou não. Eu nunca fui um super-herói porque nasci sem mãos, mas se você quiser me taxar de super-herói porque saí de uma família humilde, treinei em uma pista de barro e fui em busca dos meus objetivos… aí eu aceito”, comenta.
Assista ao programa completo:
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