O Opinião da última sexta-feira (12) abordou os riscos do consumo de cigarros eletrônicos, os chamados “vapes”, produto com forte popularidade entre os jovens.
Durante o programa, a pneumologista Maria Enedina Scuarcialupi alerta que, ao contrário do senso comum difundido após o surgimento desses equipamentos, as consequências do uso dos vapes podem ser piores e aparecer mais rapidamente em relação aos cigarros comuns.
“[Cigarros eletrônicos] são piores do que cigarros comuns. Porque, quem estava fazendo uso do cigarro comburente, a doença aparecia após os 45 anos de idade. A Evali (lesão pulmonar grave pelo uso de vapes), doença relacionada diretamente ao uso do cigarro eletrônico, mata com 15 e 18 anos. Os sais de nicotina, químicas transformadas do tabaco tradicional, são muito mais potentes e viciam muito mais”, argumenta a especialista.
Maria alerta que, além dos riscos conhecidos da nicotina, estudos realizados no Brasil identificaram a presença de outras substâncias perigosas em amostras recolhidas, como anfetamina (utilizada ilegalmente para emagrecimento) e derivados de THC. A especialista também destacou que a vitamina E, frequentemente adicionada para dar consistência oleosa ao produto, ao ser inalada, transforma-se em microcristais no tecido pulmonar, gerando cicatrizes e desencadeando a Evali.
Ainda segundo a pneumologista, a indústria tabagista conseguiu a patente do produto e usou a estratégia de difundir que o cigarro eletrônico seria uma alternativa para o fim do vício no cigarro comburente. De acordo com ela: “não é um término [do vício], é uma troca”.
“É uma tragédia para a humanidade o cigarro eletrônico”, completa Maria.
Além da pneumologista, Andresa Boni recebeu no estúdio a psicóloga e coordenadora do ambulatório de Cessação de Tabagismo PrevFumo, Rosângela Vicente.
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Assista ao programa completo:
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