O Opinião desta sexta-feira (31) falou sobre empreendedorismo, tema que vem crescendo cada vez mais no debate econômico do Brasil.
Durante o programa, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, destaca a importância da possibilidade da prática de empreender no país, mas também alerta para os perigos da glamorização da modalidade.
"Há uma glamorização desse mundo que, de certa forma, falseia também várias das dificuldades que são próprias desse mundo. A pessoa pode achar que se ela for empreender, ela vai se livrar de problemas do dia a dia, do trabalho e tudo mais, quando, na verdade, o empreendedor tem uma vida muito difícil (...) Às vezes, ela até vai ganhar mais, mas com mais insegurança, mais dificuldade, com maior nível de risco, tensão, ansiedade...", comenta.
Mais de 42 milhões de brasileiros dizem querer abrir o próprio negócio nos próximos três anos, colocando o Brasil na segunda posição mundial em potencial empreendedor. Além disso, a cada 100 mulheres adultas, 24 são empreendedoras.
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Apesar dos alertas, Pereira defende que a possibilidade do empreendedorismo possibilitou uma maior "flexibilidade da vida real" em um mundo em constante transformação de fatores sociais.
"O mundo mudou muito também. As mulheres se emanciparam, o empreendedorismo é um caminho para isso. As cidades hoje são caóticas, quer dizer, a pessoa, para ir ao emprego formal, tem que chegar todo dia às 9h, mas não tem ninguém para cuidar dos filhos. A escola não é de tempo integral. O empreendedorismo permite uma flexibilidade da vida real, que é assim: 'olha, vou botar jantar para o meu filho e vou dirigir o carro de aplicativo'", analisa.
Além do ministro, Andresa Boni recebeu no estúdio a CEO e Fundadora da Rede Mulher Empreendedora Ana Fontes.
"O empreededorismo, de um lado, permite isso (...) é hora de levar a criança para a escola. Eu não trabalho agora, mas trabalho daqui a pouco. Depois eu ponho a criança para dormir, trabalho de madrugada. Por outro lado, é um mundo que pode trazer precarização, pode trazer todas as doenças de saúde mental e física. Tem uma série de complexidades. O desafio é primeiro entender essas diferentes nuances. O que é a empreendedora informal que está ralando para conseguir dinheiro para casa e o que é o super empreendedor com capital e, assim por diante, construir políticas para isso", completa Pereira.
Assista ao programa completo:
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