A tecnologia tem se consolidado como uma importante aliada na proteção de mulheres em situação de violência.
Aplicativos desenvolvidos por órgãos públicos e iniciativas da sociedade civil oferecem recursos que aproximam vítimas da rede de atendimento, facilitam o acesso à informação e ampliam as possibilidades de pedir ajuda de forma rápida e segura.
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Disponível no estado de São Paulo, o SP Mulher Segura reúne serviços de proteção em um só lugar e conta com o Botão do Pânico para mulheres com medida protetiva, permitindo o envio da localização à Polícia Militar. O PenhaS oferece informações sobre direitos, chat sigiloso, rede de apoio e um botão de pânico que pode acionar contatos de confiança e registrar o áudio do ambiente. Já o Rede Mulher, desenvolvido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, reúne serviços da rede de proteção, indica órgãos de atendimento e facilita o acionamento do 190 em situações de emergência. O SOS Maria da Penha permite enviar pedidos de ajuda por SMS para contatos de confiança e disponibiliza acesso a suporte psicológico, orientação jurídica e outros serviços de acolhimento.
Como emissora pública comprometida com a educação, a cultura, a cidadania e os direitos humanos, a TV Cultura reforça a importância de divulgar informações que promovam a conscientização e ampliem o conhecimento sobre os recursos disponíveis para mulheres em situação de violência.
Embora os aplicativos representem um importante apoio, eles não substituem o atendimento das autoridades em situações de emergência. Em casos de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
A informação salva vidas. Conhecer os canais de apoio, compartilhar essas informações e incentivar a busca por ajuda são atitudes que podem fortalecer a rede de proteção e contribuir para romper o ciclo da violência.
Confira, a seguir, os canais imediatos que podem ser acionados em casos de emergência e a rede de suporte disponível:
Canais de emergência e denúncia (âmbito nacional)
- Polícia Militar (Ligue 190): acione a polícia se você ou alguém se encontra em situação de risco imediato e precisa de ajuda. A denúncia pode ser feita de forma anônima, 24 horas por dia.
- Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180): utilize este número para fazer uma denúncia e receber orientações sobre serviços especializados. Atendimento gratuito, 24 horas por dia.
Delegacias e órgãos de proteção legal
As Delegacias de Defesa da Mulher (DDM/DEAM) realizam o registro de boletins de ocorrência, investigam os casos e solicitam medidas protetivas de urgência. Em alguns locais, é possível registrar a ocorrência de forma on-line, sem sair de casa. Procure na cidade em que se encontra.
Para assistência jurídica e acompanhamento dos direitos das vítimas, estão disponíveis:
- Defensoria Pública do Estado de São Paulo: oferece assistência jurídica gratuita para a obtenção de medidas protetivas, divórcio, guarda dos filhos e demais garantias legais.
- Ouvidoria das Mulheres: entre em contato e denuncie situações de violência contra a mulher.
Centros de acolhimento e atendimento psicossocial
Estes locais oferecem atendimento integrado com suporte psicológico, social e jurídico:
- Casa da Mulher Brasileira: centro de atendimento integral e humanizado para mulheres em situação de violência, 24 horas por dia.
- Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM ou CRM): disponibiliza acompanhamento especializado e humanizado.
- Centro de Referência da Saúde da Mulher – Hospital Pérola Byington: serviço de saúde 100% gratuito, com acolhimento de mulheres e adolescentes vítimas de violência.
Ferramentas digitais e aplicativos de segurança
O auxílio da tecnologia na internet permite criar redes de proteção rápidas e discretas:
- SP Mulher Segura (Estado de São Paulo): aplicativo oficial do Governo do Estado de São Paulo voltado para vítimas de violência doméstica. Suas principais funções incluem botão do pânico integrado à Polícia Militar, registro de boletim de ocorrência, acesso à rede de proteção estadual, acionamento rápido de emergência, geolocalização para envio de viaturas e integração com medidas protetivas.
- PenhaS (Nacional): criado pelo Instituto AzMina, o aplicativo é amplamente reconhecido na rede de proteção às mulheres. Disponibiliza ferramentas como botão de pânico, envio silencioso de localização, gravação de áudio para fins de prova, "Manual de Fuga" para planejamento seguro, mapa de pontos de apoio e rede de acolhimento com escuta especializada. O sistema permite ainda o cadastramento de contatos de confiança para o recebimento de alertas imediatos em situações de risco.
Iniciativas que fortalecem a proteção e a autonomia das mulheres
- Mapa do Acolhimento: rede colaborativa que conecta mulheres em situação de violência a profissionais voluntárias das áreas de psicologia e assistência jurídica. Também reúne informações sobre serviços e iniciativas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
- Espaço Feminismos Plurais: organização que promove ações de formação, conscientização e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres, além de divulgar informações e recursos de apoio.
- Instituto Maria da Penha: instituição dedicada ao combate à violência doméstica e familiar por meio de ações de conscientização, educação, pesquisa e promoção da autonomia feminina.
- Justiceiras: projeto que atua na prevenção e no enfrentamento da violência de gênero, oferecendo atendimento multidisciplinar e acolhimento a vítimas de violência doméstica.
- Nós por Elas: movimento que desenvolve campanhas de conscientização e iniciativas voltadas à prevenção e à erradicação da violência contra as mulheres, incentivando a mobilização da sociedade.
- Casa da Mulher do Nordeste: organização que trabalha pelo fortalecimento da autonomia econômica, social e política das mulheres nordestinas, promovendo ações de desenvolvimento, direitos e cidadania.
- Canal Angela: canal de apoio criado pelo Instituto Natura para orientar e acolher mulheres em situação de violência doméstica, oferecendo escuta qualificada e encaminhamento para a rede de proteção.
- Casa Lili: projeto social localizado na Zona Leste de São Paulo que oferece acolhimento e apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade social, com atenção especial às vítimas de violência doméstica.
- Centro de Referência à Mulher Casa Eliane de Grammont: atendimento especializado à mulher para prevenção e enfrentamento da violência, promoção de direitos e fortalecimento da cidadania.
O combate à violência contra a mulher é um dever coletivo que exige a participação de toda a sociedade. A TV Cultura reafirma seu papel como emissora pública de comunicação, utilizando suas plataformas para informar, conscientizar e fortalecer a rede de proteção e apoio à cidadania.
Todos os serviços listados nesta página são públicos, gratuitos e sigilosos. Guarde esses contatos e baixe as ferramentas de segurança no seu celular. Em caso de emergência ou risco iminente, ligue imediatamente para a Polícia Militar (190) ou para a Central de Atendimento à Mulher (180).
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