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Reprodução | TV Cultura
Reprodução | TV Cultura

O Opinião desta sexta-feira (28) discutiu como a inteligência artificial está transformando a literatura e o mercado editorial. O programa abordou os dilemas éticos provocados pelo uso de obras de escritores por essas ferramentas.

Convidado desta semana, o jornalista e escritor Fernando Morais acionou a Justiça contra a OpenAI, empresa dona do ChatGPT, depois de constatar que a plataforma estava usando suas obras sem autorização para geração de textos. De acordo com ele, os livros ‘Chatô: O rei do Brasil’, ‘Olga’ e ‘Corações Sujos’ foram apropriados pela plataforma de maneira indevida.

Não era nem uma adaptação, era um plágio, como se fossem escaneados e usados pela Open. Meus advogados são muito polidos, muito delicados, e dão a isso o nome de apropriação indébita, mas isso, se você for perguntar para o povo na rua, o povo vai dizer: ‘isso é pirataria’”, comenta.

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Segundo Morais, a plataforma de IA desrespeitou os direitos autorais de suas obras.

Para mim, [a descoberta do uso de suas obras] foi um espanto muito grande. Sou defensor da tecnologia, evidentemente. Sou usuário de tecnologia, mantive um blog durante muito tempo, mas acho que há uma coisa sagrada, que é o respeito ao direito autoral”, completa.

Para a advogada especialista em direito digital Renata Yumi, a reprodução de trechos de livros por IA, sem os devidos créditos, pode configurar plágio.

O plágio se configura quando alguém toma para si um conteúdo de terceiros sem dar os devidos créditos. Por isso, se uma pessoa for utilizar uma ferramenta de ia para produzir um conteúdo, é muito importante que haja uma revisão cautelosa do texto para evitar a reprodução indevida de conteúdo de terceiros sem trazer os devidos créditos”, explica

Além de Fernando Morais, Andresa Boni recebeu no estúdio a professora da Escola de Comunicações e Artes da USP Marisa Midori, especialista em história do livro.

Assista ao programa completo:

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