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Foto: Ana Paula Santos - Acervo TV Cultura
Foto: Ana Paula Santos - Acervo TV Cultura

Marcelo Tas recebe o cientista político Felipe Nunes, fundador do instituto de pesquisas Quaest, no Provoca desta terça-feira (1º). Na entrevista, o convidado analisa o atual cenário político brasileiro, o comportamento do eleitor e os desafios das pesquisas eleitorais para interpretar uma sociedade cada vez mais politizada. O programa vai ao ar às 22h35, na TV Cultura.

Ao comentar as transformações do eleitorado brasileiro, Nunes destaca que as pessoas estão mais interessadas em política, mas também mais identificadas com suas próprias posições. “As pessoas estão mais politizadas, mas também estão mais enviesadas, porque agora elas olham pro mundo a partir dessa identidade que elas carregam na cabeça”, afirma. Para ele, embora a maior politização seja positiva, ela também tem impacto sobre a capacidade de diálogo: “A boa notícia é povo tá mais politizado, está mais interessado, mas isso diminui a capacidade do debate”.

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Nunes também chama atenção para a diferença entre violência e divergência política. Segundo ele, o país precisa recuperar a capacidade de conviver com opiniões diferentes. “A gente está confundindo debate político com violência”, diz. O cientista político ressalta que, em uma democracia, o conflito de ideias é necessário e defende que “as ideias têm que brigar, não as pessoas”.

Durante a entrevista, Felipe Nunes revela ainda que não vota desde que fundou a Quaest. Ele explica que a decisão está relacionada à busca por isenção na análise do comportamento do eleitor. “A melhor maneira de você praticar aquilo que eu defendo, que é isenção, independência e neutralidade, é não fazendo o esforço mental de ir votar”, afirma.

"Realização: TV Cultura, Ministério da Cultura".

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