No Provoca desta terça-feira (1º), Marcelo Tas recebe o cientista político Felipe Nunes, fundador do instituto de pesquisas Quaest.
Durante o programa, o pesquisador fala sobre seu livro 'Brasil no Espelho', um tipo de guia para entender como pensam os brasileiros, e comenta o avanço da direita e do conservadorismo no eleitorado do país.
"Somos mais conservadores. Quando a gente olha o espelho do Brasil, a gente vê refletido uma sociedade mais tradicionalista, mais conservadora e que se diz mais de direita", expõe.
O Brasil é um país conservador?
— TV Cultura (@tvcultura) September 2, 2026
No #Provoca, o fundador do instituto Quaest, Felipe Nunes, analisa o avanço da direita no eleitorado brasileiro.#TVCultura #SomosCultura #FelipeNunes pic.twitter.com/0WehTnSn0S
De acordo com Nunes, um fator que explica o avanço desse pensamento entre os brasileiros é a "calcificação" do país. Segundo o pesquisador, em 2002, o percentual de pessoas que se diziam de direita era próximo de 20%, número que hoje se encontra em torno de 35%. Já a porcentagem da sociedade que se identificava com valores da esquerda, por outro lado, se manteve próximo dos 23%, com alguma variação positiva durante os primeiros governos Lula.
"O que mudou foi o percentual de brasileiros que dizia em 2002 que não sabia o que era, e hoje sabe. Cerca de 20% das pessoas em 2002, quando eu perguntava: 'quem é você?', dizia: 'não sei'. Hoje, esse número é de apenas 4%", analisa.
Para o fundador do instituto Quaest, o dado significa que "as pessoas estão mais interessadas, mais politizadas, mas também estão mais enviesadas, porque agora elas olham para o mundo a partir dessa identidade que elas levam na cabeça".
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Assista ao programa completo:
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