O Opinião desta sexta-feira (2) discute a letalidade do trânsito brasileiro. Em 2024, o país registrou 37,1 mil mortes nas vias, segundo o Atlas da Violência.
Durante o programa, especialistas criticam a flexibilização de regras para a obtenção da CNH, promovida pelo governo federal.
Segundo a psicóloga do trânsito Cecília Bellina, apesar das novas medidas facilitarem novas habilitações, o Brasil não está preparado para um afrouxamento desta proporção.
"O Brasil não está preparado para isso. Nos países em que esse sistema é aplicado, essa criança tem educação de trânsito desde a pré-escola. Então, quando ela faz 18 anos, ela já tem valores formados. Ela tem uma responsabilidade de formação. Nós não temos nada disso. O CFC (Centro de Formação de Condutores) já era muito deficitário. Agora, sem ele, vai piorar. Para nós, ainda não era tempo dessa mudança. Ela foi muito prematura", comenta.
As principais mudanças no processo de obtenção da CNH consistem na redução no número de horas de aulas práticas (de 20 horas para 2 horas mínimas); liberação de carros automáticos no exame prático; fim da obrigatoriedade de baliza na prova; curso teórico online e possibilidade de segunda tentativa no mesmo dia.
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Segundo o engenheiro e mestre em transportes Sérgio Ejzenberg afirma que as mudanças sinalizam um comportamento mais permissivo para a sociedade, contribuindo para mais infrações e, consequentemente, mais mortes.
"Ao invés de você financiar aqueles que são mais desprovidos de dinheiro com o dinheiro público das multas (...) resolveram destruir o sistema de habilitação. Agora você tira uma CNH com duas aulas práticas. Não dá nem pra aprender a dirigir uma empilhadeira em duas horas", comenta.
Assista ao programa completo:
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