Fundação Padre Anchieta

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Chris Singer
Chris Singer Joyce DiDonato

“Vival il caro Sassone!” Foi assim que o público veneziano aplaudiu freneticamente “Agrippina”, a segunda ópera de Georg Friedrich Handel, composta em menos de três semanas e estreada em 1709 em Veneza. Nascido em 1685 em Halle, ele estudou em Hamburgo e de lá viajou para a Itália em 1706. “Agrippina” foi seu primeiro grande sucesso como compositor. A ponto de lhe render um convite para assumir a música na corte de Hanover – para onde foi e ficou por pouquíssimo tempo, estabelecendo-se de vez em Londres até o final da vida, em 1759.

E o que tinha de diferente “Agrippina”? Uma história cheia de crimes, intrigas e lances rocambolescos na disputa sangrenta pelo trono de Roma. Muito parecido com “Game of Thrones”, não é mesmo? A personagem-título era irmã de Calígula, sobrinha e quarta esposa de Claudio e mãe de Nero. O libreto do Cardeal Grimani, cuja família era dona do teatro veneziano no qual estreou a ópera, foi escrito especificamente para Haendel, o que era incomum, até porque àquela altura ele era apenas um jovem compositor saxão de 23 anos. O cardeal havia se entusiasmado com as cantatas que ouvira dele em Roma. Pois Agrippina faz o diabo para colocar o filho no trono. E, ao contrário da vida real – ela foi morta a mando de seu filho Nero --, na ópera acontece a tradicional cena feliz final, e ela termina vivíssima. Assim, é uma contradição em termos. É ópera séria, mas tem lances tragicômicos variados.

Este é o CD desta semana na Cultura FM. E na mais recente e premiada performance, realizada em estúdio e liderada pela mezzo-soprano Joyce DiDonato para a Erato francesa, subsidiária da Warner Classics. Há três semanas, os críticos da prestigiada revista inglesa “Gramophone” a escolheram como a melhor do ano na categoria ópera.

Além de DiDonato,51 anos, brilham a soprano Elsa Benoit (Poppea), os contratenores Franco Fagioli (Nerone), Jakub Józef Orlinki (Ottone) e Carlo Vistoli; o barítono Biagio Pizzuti; e o baixo Luca Pisaron. Determinante para o sucesso deste registro é a performance entusiasmante de Il Pomo d’Oro, grupo que tem acompanhado DiDonato nos últimos anos, liderado do cravo por Maxim Emelyanychev.