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Neste Contrastes, Emmanuele Baldini aborda um estilo que dança (e de música) muito apreciado neste período das festas de final de ano na Europa, a valsa.
Com seu marcante compasso ternário, a valsa está sempre presente nos repertórios das principais orquestras das capitais europeias, especialmente em Viena.
A história desta forma musical tem lacunas, mas sabe-se que suas raízes estão na música popular, “a valsa, que associamos à aristocracia, aos grandes bailes de corte, aos salões dourados e decorados das capitais europeias, nasce como uma dança rústica, camponesa e nada elegante”, observa Baldini. No meio erudito, as primeiras valsas recebiam outros nomes como “Ländler”, e tiveram partituras assinadas por nomes como Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert.
Entre o final do século XVIII e início do XIX são publicadas as primeiras coleções de valsas para piano, muitas de autores anônimos. O estilo, cujo nome deriva do verbo “Waltzer”, do alemão “girar”, atinge seu ápice pela família Strauss, que lotava os salões de dança com obras de enorme sucesso, como o “Danúbio azul”, de Johann Strauss II.
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