Fundação Padre Anchieta

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.

CENTRO PAULISTA DE RÁDIO E TV EDUCATIVAS

Rua Cenno Sbrighi, 378 - Caixa Postal 66.028 CEP 05036-900
São Paulo/SP - Tel: (11) 2182.3000

Televisão

Rádio

Taína Müller, Taryn Szpilman, amanda Acosta, Anna Sant'Anna e Simone Spoladore caracterizadas como Marilyn Monroe / reprodução

Ouça o especial "Cinco vezes Marilyn na íntegra!



“Cinco vezes Marilyn” dá voz a cinco atrizes brasileiras que personificaram a diva do século XX em montagens teatrais: Tainá Müller, Anna Sant’Anna, Amanda Acosta, Taryn Szpilman e Simone Spoladore.

A série destaca aspectos da carreira e da biografia da atriz, nascida Norma Jeane Mortenson, em 1.º de junho de 1926, em Los Angeles (EUA). A estrela personificou o glamour hollywoodiano dos anos 1950. Atraiu multidões aos cinemas com papéis em filmes como “Os homens preferem as loiras” (1953), “O pecado mora ao lado” (1955) e “Quanto mais quente melhor” (1959).

Eternizada como ícone pop pelo artista americano Andy Warhol (1928-1987), Marilyn também foi uma mulher de desafios pessoais. A série de entrevistas revela aspectos menos conhecidos na carreira da atriz, como o desejo de interpretar personagens densos e se livrar do estigma de “loira burra”. Cansada de papéis limitados, ela criou a própria produtora, a “Marilyn Monroe Productions”, em 1955. Culta e politizada, posicionou-se de forma pioneira na indústria de celebridades contra o machismo e o racismo, em contraponto ao estereótipo difundido pela imprensa da época.

As intérpretes de Marilyn:

A gaúcha Tainá Müller, apresentadora do “Café Filosófico”, na TV Cultura, nasceu no mesmo dia da americana. Ela interpretou Marilyn Monroe na peça "Os desajustados", de Luciana Pessanha, em 2019. O espetáculo dirigido por Daniel Dantas foca na intimidade e nas contradições da estrela. “A beleza da Marilyn é do tamanho da tragédia dela. Por isso ela se tornou um mito”.

A paulista Anna Sant’anna protagoniza a artista no espetáculo “Marilyn por trás do espelho”, vencedor de dois prêmios Cenym, com dramaturgia de Daniel Dias da Silva e direção de Ana Isabel Augusto. “A Marilyn era uma mulher forte, que lutou muito para conseguir o seu espaço, muito inteligente, de muita fibra, mas muito vulnerável”.

A também paulista Amanda Acosta interpretou o furacão Marilyn na peça “Insignificância”, de Terry Johnson, sobre as consequências da fama num hipotético encontro entre a estrela, o cientista Albert Einstein, o senador Joe McCarthy e o jogador de beisebol Joe Dimaggio (ex-marido de Marilyn). “Eu tive acesso ao livro ‘Fragmentos’, com poemas e cartas que nos aproximam do íntimo da Marilyn, mostrando as fragilidades e dúvidas”.

A atriz, cantora e dubladora carioca Taryn Szpilman viveu Marilyn no espetáculo “Luz & Sombras”, abordando os musicais hollywoodianos da década de 1950 e a aproximação da estrela com personagens do jazz, como a cantora Ella Fitzgerald (1917-1996). “Ela tinha uma força enorme, mas era ao mesmo tempo emocionalmente frágil e instável”.

A paranaense Simone Spoladore deu vida a Marilyn Monroe em “Depois da queda”, peça de Artur Miller com direção de Felipe Vidal. Pelo espetáculo foi indicada ao Prêmio Shell (2013) e também conquistou o Prêmio APTR de Teatro (2012), como melhor atriz coadjuvante. Ela foca na permanência do mito Marilyn e na atuação da artista diante das câmeras. “A Marilyn tinha um jeito único de interpretar, um talento muito intuitivo e natural”.

Se Marilyn tivesse vivido mais:

Ouça a entrevista com Érika Knapp concedida a Cirley Ribeiro
!



Dos 100 anos celebrados em 2026, Marilyn Monroe viveu apenas 36. A morte por overdose de barbitúricos em 4 de agosto de 1962 foi classificada à época como “provável suicídio”, gerando teorias conspiratórias nas décadas seguintes.

A jornalista e atriz Érica Knapp (80) interpretou Marilyn Monroe na velhice, num exercício imaginado por Jeff Benício. O também jornalista e apresentador escreveu e dirigiu o solo “Marilyn”, apresentado em 2010 em São Paulo. A peça mostra a atriz na noite de seu 83º aniversário, à espera de convidados: uma mulher quase destruída, muito melancólica e vivendo apenas das glórias do passado. Mas ao contrário do texto, hoje Érica Knapp a veria como uma mulher forte, determinada, ainda bela e se reinventando sempre: “um ícone do feminismo”.
_________________

Cinco vezes Marilyn – Especial em homenagem ao centenário de nascimento de Marilyn Monroe
Produção, roteiro e apresentação – Cirley Ribeiro
Trabalhos técnicos: Carlos Lima

Rádio Cultura FM
103,3 MHz
https://cultura.uol.com.br/radio/
APP – CULTURA PLAY